Elizabeth Gilbert

9 jul

liz gilbert Depois de um tempinho sumida aqui do blog e, consequentemente sem posts, estou voltando para escrever sobre uma personalidade que tanto admiro e que é uma das minhas escritoras favoritas: Elizabeth Gilbert, ou simplesmente, Liz! Para quem não sabe, ela é americana, autora e narradora do livro Comer Rezar Amar (leia a resenha que escrevi deste livro clicando aqui!) e de alguns outros livros, como Comprometida A assinatura de todas as coisas, seu mais novo livro lançado.

Mas porque eu resolvi escrever sobre Liz Gilbert? Bom, primeiro pelo fato de eu ter AMADO o primeiro livro que li dela, o Comer Rezar Amar. E segundo porque a acompanho nas redes sociais e leio quase tudo que ela posta todos os dias. E são sempre textos reflexivos sobre coisas do dia-a-dia que envolvem sentimentos, comportamento e coisas da própria vida. Além de nos manter informados sobre os lançamentos de seus próximos livros e de como andam os seus trabalhos.

Liz é uma escritora transparente, que gosta de colocar a si própria e suas experiências vividas em tudo o que escreve. Uma prova disso, é o seu livro Comer Rezar Amar e a sua continuação, o Comprometida, ambos escritos em primeira pessoa. Os livros são todos baseados em fatos reais da vida dela. E posso dizer que são inspiradores, diga-se de passagem.

E é dessa inspiração e do seu contato quase diário com as pessoas que a acompanham nas redes sociais que vem a minha admiração não só pela escritora que ela é, mas pela mulher que ela mostra ser em todas as suas publicações: seja nos livros ou em redes sociais. Assuntos como: realizar os nossos planos, como se amar e se colocar em primeiro lugar em sua própria vida e como superar obstáculos são frequentes em seus textos, que são muitos deles até pedidos de leitores.

Gosto muito também do modo que ela escreve. Resulta numa leitura suave, sem dificuldade e rápida. Muito em breve estarei postando textos dela aqui! Visitem o site e conheçam mais sobre essa escritora que tanto admiro clicando aqui!

 

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Bagunça

8 maio

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Estava tudo uma bagunça. Meu quarto, meu guarda-roupa, minha bolsa, minha cabeça e, de quebra, minha vida. Daí parei pra perceber que tudo a minha volta era reflexo do que se passava aqui dentro. Até que chegou um momento em que fiquei inerte em meio a tanta bagunça, não conseguia mais arrumar nada. Simplesmente sentava na bagunça. E bagunçava ainda mais. Os dias foram passando e os planos não se concretizando e a frustração chegando e tomando conta. E mais bagunça. Não havia ninguém para mandar eu arrumar. Muito menos alguém para me ajudar a arrumar tudo. Na verdade eu escondia a bagunça, só eu mesma via. Disfarçava para que as outras pessoas não vissem nada. Até que um dia resolvi dormir com a cabeça do lado contrário do que costumo dormir na cama. Pra ver se os pensamentos voltam ao normal, sabe? Sei lá, pode ser maluquice mas foi uma decisão momentânea e impulsiva. Porém, funcionou! E comecei a organizar a mente e aos poucos fui organizando o resto. E me dei conta de que às vezes é preciso apenas mudar de lugar, de ponto de vista, virar do avesso, simplesmente sair do lugar de conforto. Vi que do outro lado da cama é um bom lugar para recomeçar a colocar as coisas em ordem.

Mas e agora? Bom, digamos que agora tenho uma bagunça organizada.

Desapego (Post nº 100!)

19 mar

desapegoHoje simplesmente olhei para o que um dia me fez sofrer tanto. Juro que tentei sofrer de novo e não consegui. E ri. De mim mesma e desse estado de graça que é o desapego. Amadureci. Estou pronta para ouvir nãos sem desabar. Desapego não é esquecer. É lembrar, recordar, lidar diretamente e até conversar sobre. Mas sem cair uma lágrima sequer.

Compreendi que a gente se basta, sabe? Que somos completos a ponto de ser quem queremos. Que temos planos com nós mesmos e muitas vezes não cumprimos por estarmos apegados à coisas que não dependem da gente. Muito menos do nosso amor.

Mas a vida, principalmente a nossa, ah, essa depende de todo amor do mundo que podemos dar! Ela só tem sentido se houver amor… Portanto, entregue-se aos planos que criou para si mesmo. E tenha consciência de que todo sofrimento é passageiro. A não ser que você entregue sua vida a ele. Dedique-se aos planos totalmente, fazendo tudo com todo amor que puder. O resultado virá na mesma proporção e o desapego é uma consequência que aparece para aquelas pessoas que aprenderam a ser completas da forma que são. Independentes sentimentalmente. Que se bastam.

E isso é tudo para quem um dia achou que não seria mais nada.

Um punhado de sal

1 jan

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“O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.

– Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.

– Ruim. – disse o jovem sem pensar duas vezes.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse junto com ele ao lago. Os dois caminharam em silêncio, e quando chegaram lá o mestre mandou que o jovem jogasse o sal no lago. O jovem então fez como o mestre disse.

Logo após o velho disse:

– Beba um pouco dessa água.

O jovem assim o fez e enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:

– Qual é o gosto?

– Bom! – o jovem disse sem pestanejar.

– Você sente o gosto do sal? – perguntou o Mestre.

– Não. – disse o jovem.

O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:

A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem em detrimento ao que ao que você perdeu. Em outras palavras: É deixar de ser copo, para tornar-se um Lago.”

(Autor Desconhecido)

Desejos de ano novo – Por Carlos Drummond de Andrade

31 dez

E que comece um ano lindo e de muito bom trabalho!

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Para ler ouvindo: 

“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.


Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente.

Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. 
A esperança renovada.

Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir, todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente para repassar o que realmente desejo a você. Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, rumo à sua felicidade!”

Os números de 2013

31 dez

Ah, tempo que passa e mais um ano se encerra! E como sempre, recebo do WordPress as estatísticas do ano que se passou. Este ano foi muito bom para o blog, pois criei uma categoria nova: resenha de livros, o que aumentou consideravelmente o número de visitas por aqui. E aproveito para deixar o meu muito obrigada a todos que acompanham meu blog, que colaboram e estão sempre me dando novas ideias. Que 2014 as estatísticas fiquem ainda melhores! Confiram as estatísticas de 2013 abaixo, como os posts mais vistos, mais comentados, de onde vieram as visitas e etc!

HAPPY NEW YEAR!

Here’s an excerpt:

A San Francisco cable car holds 60 people. This blog was viewed about 2,700 times in 2013. If it were a cable car, it would take about 45 trips to carry that many people.

Click here to see the complete report.

Minha última carta

31 dez

escritaUm dia vou conseguir lembrar de você sem que meu coração bata mais forte, sem que eu comece a me tremer, sem que uma tristeza profunda e uma mágoa sem cabimento me atinjam. Não estou te dando adeus. Dou adeus neste momento ao que sinto por você, pois estou disposta a colocar um ponto final nisso que ainda insiste em me machucar. Seja feliz, realize todos os seus desejos, seja feliz, tenha muita saúde, seja feliz, sorria muito, seja feliz, faça quem está a sua volta feliz. Seja feliz! E, por fim, um dia vou conseguir olhar para você e não sentir na-da. A não ser a satisfação de não sentir nada e simplesmente saber que você está bem.

Ontem estava quente, hoje está tão morno e amanha… Já esfriou. Jogarei a bebida no ralo, lavarei a xícara. E estará limpa, cheirosa e pronta pra outra.

A gente se vê por aí, se a vida quiser.

O Lado Bom da Vida

30 dez

IMG_3041    Vou começar essa resenha dizendo que esse livro é muuuuito lindo! Sério, quando terminei de ler, fechei o livro e quase que instantaneamente abri na última página, li novamente, fechei o livro e pensei: QUE LINDO! Confesso que já li a última página outras vezes e talvez eu nunca me canse de ler pois o que está escrito ali soa tão, mas tão verdadeiro que enobrece totalmente não só a minha leitura, mas como minha vida. Talvez nem todo mundo que leu ou vai ler tenha essa sensibilidade minha, mas sou desse tipo de leitora que joga e capta todos os sentimentos que estão nas palavras. Sou uma personagem observadora e crítica totalmente envolvida em todos os casos. Fazer o que, né? Mas ainda assim, mesmo que você não seja esse tipo de leitor(a), vai achar o livro LINDO!

Depois de um parágrafo só para dizer que o livro é lindo, vamos para a resenha propriamente dita: Matthew Quick, o autor, foi muito feliz em criar a história deste livro (que é um romance) pois, na minha humilde opinião, do início ao fim tudo é bem realístico. O que quero dizer é que não tem aquela coisa melodramática e está muito longe de ser aquele romance fantasioso tipo felizes-para-sempre ou te-vi-a-primeira-vez-e-já-te-amo-para-sempre. Bleeehh!! Não mesmo. Pat Peoples é um homem com problemas mentais e que não consegue esquecer ou superar o fim do seu casamento. Tudo ainda lembra Nikki, sua ex-mulher, e ele não perde as esperanças de voltar com ela. Nesse meio tempo, conhece Tiffany, uma jovem viúva que tem uma vida totalmente conturbada e acaba se aproximando de Pat. Os dois se tornam grandes amigos, confidentes e companheiros!

Não posso contar mais da história, pois além de eu detestar spoilers, a graça se vai, né? Mas algumas coisas me marcaram muito como algumas reflexões feitas pelo Cliff, o terapeuta do Pat. Outra coisa maravilhosa foi o concurso de dança que o Pat e a Tiffany participaram. Foi descrito com a maior beleza e foi como se eu pudesse ver com os meus próprios olhos a linda apresentação deles!

Tem também a parte chata, confesso: a parte dos jogos de futebol americano. Não todas, mas muitas descrições técnicas e passes de futebol que eu realmente não entendo e nem me interesso, sabe? Mas li tudo e não pulei nenhuma parte, pois vai que eu perco algo interessante no meio da jogada? Rs.

E enfim, o que mais me encantou nesse livro além do lado realístico foi a forma verdadeira por trás do narrador (que é o próprio Pat). A escrita do Pat através do autor, soou uma verdade e sinceridade absurdamente inocentes e admiráveis. E isso torna o livro LINDO! Indico sem pensar duas vezes ao público jovem-adulto e adulto. Boa leitura! 😀

TEM O FILME! 

Pior adaptação de livro para o cinema que eu já vi.

DECEPCIONANTE!!  É tudo completamente diferente da história real (tipo: MUITO DIFERENTE!), simplesmente uma decepção. Tiraram a essência do livro. Nem acredito que pude ver isso até o fim. Mas aí está o link do trailer, não pude deixar de colocar aqui, já que o filme é bem famoso. Desculpa se alguém acha o contrário, mas tive que ser sincera. O filme tinha tudo para ser bom (os atores são fantásticos) e tem algumas cenas hilárias, mas… não… Definitivamente não. 😦

resenhaa

Mais um Natal se passa…

25 dez

 

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Que não só o Natal seja feliz, mas como a vida que levamos. Pois não importa onde queiramos chegar e sim como chegaremos. E eu desejo a cada pessoa que chegue feliz!

E enfim, chegamos a mais um Natal, a data mais especial do ano e que nos prepara emocionalmente para o ano novo que está por vir! Uma época para refletir o ano que passou e fazer novos planos. Época para agradecer não só pelas bençãos recebidas, mas pelas pessoas que estiveram contigo durante esse ciclo que se encerra. Pessoas que simplesmente passaram na sua vida, aqueles que voltaram, outros que chegaram pra ficar e agradecer principalmente aqueles que estão com você desde sempre! Agradecer também àqueles que não estão mais contigo fisicamente, mas que só de te fazerem recordar as boas lembranças se fazem presentes.

E, se você acredita, agradeça a Deus. Agradeça muito, todos os dias. A essência do Natal é essa! A very Merry Christmas! 😀

Para ouvir: Jingle Bell Rock – Disney Very Merry Christmas!

Comer Rezar Amar

25 nov

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Esse livro é simplesmente apaixonante! Antes de tudo me encantou pelo fato de não ser uma ficção e sim uma história real, vivida e contada lindamente pela própria escritora, a Elizabeth Gilbert. O livro traz muitas reflexões e inspira muita determinação, coragem e superação, em seus mais diversos aspectos. Depois do seu triste divórcio, Liz decide embarcar numa viagem de um ano em busca de Deus e de seu próprio Eu. Comer Rezar Amar nada mais é que relatos dessa viagem que ilustra momentos de plenitude, paz, luz e intensidade.

Uma das primeiras coisas a se  refletir neste livro é sobre mudança. Muitos de nós estamos acomodados com as nossas respectivas situações no momento e temos um desejo enorme de mudança, mas não temos coragem de sair da zona de conforto. Seja por medo de mudar e se arrepender, de arriscar alguma coisa, medo de possíveis perdas. De fato é difícil encarar um desejo como esse, muitos até nem identificam esse desejo em suas vidas conturbadas. E é admirável a forma como Elizabeth tem a coragem de mudar a sua vida de cabeça para baixo, encarar os seus desejos e, mais importante ainda, assumi-los. E então, começa a sua viagem passando 4 meses em Roma, para aprender italiano e se deliciar com a culinária impecável que só a Itália oferece.

Logo depois, Liz passa um tempo na Índia, no ashram da sua guru, que conheceu durante um de seus retiros em Nova York. No ashram, ela meditou e encontrou Deus através do autoconhecimento. Lá, viveu momentos muito intensos e descreveu cada um deles de uma maneira muito bonita e comovente. E neste local, uma Liz ainda atordoada com os últimos acontecimentos de sua vida de assuntos mal resolvidos conseguiu fazer uma limpeza interior. E disse que “isso não é apenas possível, é essencial”. Mais uma reflexão se faz presente nesse livro: Deus está em nós.

Ainda na Índia, Elizabeth fala muito acerca de contentamentoequilíbrio. Uma coisa interessante sobre o livro é a forma em que foi organizado. Os capítulos, os três lugares (Itália, Índia e Indonésia), as 108 contas do japa mala (108 é multiplo de 3)… Tudo forma uma tríade. E todo mundo sabe (ou deveria saber) que o número três é o símbolo do equilíbrio supremo. Portanto, seu livro possui 108 capítulos, é dividido em 3 partes, com 36 capítulos cada. Perfeito!

E então, seu próximo destino é Bali, na Indonésia, onde dois anos antes conheceu um xamã que leu sua mão e disse que ela voltaria a Bali algum dia, o ajudaria no inglês e ele a ensinaria tudo o que sabe. E assim foi feito. De volta a Bali, Liz conhece pessoas inesquecíveis que mudam a sua vida completamente de uma forma totalmente positiva. Além de viver momentos verdadeiros e intensos com o seu novo amor (e ele é brasileiro!!). Uma das coisas mais interessantes sobre os seus relatos em Bali, foi a definição do xamã Ketut Liyer para céuinferno. Para ele, ambos são o mesmo lugar. O que muda é a forma como chegamos lá, ou seja, o céu e inferno na verdade se diferem na caminhada.

Com certeza esse é um dos melhores livros que já li. Estou ansiosa para ler a sua continuação, que é o livro “Comprometida”. Breve terá resenha por aqui! Livro maravilhoso, escritora impecável e conteúdo envolvente. Indico sem pensar duas vezes! Boa leitura!

Tem filme!!

Assisti ao filme e gostei muito, embora (lóóógico) não se compara à riqueza do livro. Mas vale muito a pena assistir! A atriz que faz Liz é ninguém mais ninguém menos que Julia Roberts! Vejam o trailer abaixo:

resenhaa