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Bagunça

8 maio

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Estava tudo uma bagunça. Meu quarto, meu guarda-roupa, minha bolsa, minha cabeça e, de quebra, minha vida. Daí parei pra perceber que tudo a minha volta era reflexo do que se passava aqui dentro. Até que chegou um momento em que fiquei inerte em meio a tanta bagunça, não conseguia mais arrumar nada. Simplesmente sentava na bagunça. E bagunçava ainda mais. Os dias foram passando e os planos não se concretizando e a frustração chegando e tomando conta. E mais bagunça. Não havia ninguém para mandar eu arrumar. Muito menos alguém para me ajudar a arrumar tudo. Na verdade eu escondia a bagunça, só eu mesma via. Disfarçava para que as outras pessoas não vissem nada. Até que um dia resolvi dormir com a cabeça do lado contrário do que costumo dormir na cama. Pra ver se os pensamentos voltam ao normal, sabe? Sei lá, pode ser maluquice mas foi uma decisão momentânea e impulsiva. Porém, funcionou! E comecei a organizar a mente e aos poucos fui organizando o resto. E me dei conta de que às vezes é preciso apenas mudar de lugar, de ponto de vista, virar do avesso, simplesmente sair do lugar de conforto. Vi que do outro lado da cama é um bom lugar para recomeçar a colocar as coisas em ordem.

Mas e agora? Bom, digamos que agora tenho uma bagunça organizada.

Desapego (Post nº 100!)

19 mar

desapegoHoje simplesmente olhei para o que um dia me fez sofrer tanto. Juro que tentei sofrer de novo e não consegui. E ri. De mim mesma e desse estado de graça que é o desapego. Amadureci. Estou pronta para ouvir nãos sem desabar. Desapego não é esquecer. É lembrar, recordar, lidar diretamente e até conversar sobre. Mas sem cair uma lágrima sequer.

Compreendi que a gente se basta, sabe? Que somos completos a ponto de ser quem queremos. Que temos planos com nós mesmos e muitas vezes não cumprimos por estarmos apegados à coisas que não dependem da gente. Muito menos do nosso amor.

Mas a vida, principalmente a nossa, ah, essa depende de todo amor do mundo que podemos dar! Ela só tem sentido se houver amor… Portanto, entregue-se aos planos que criou para si mesmo. E tenha consciência de que todo sofrimento é passageiro. A não ser que você entregue sua vida a ele. Dedique-se aos planos totalmente, fazendo tudo com todo amor que puder. O resultado virá na mesma proporção e o desapego é uma consequência que aparece para aquelas pessoas que aprenderam a ser completas da forma que são. Independentes sentimentalmente. Que se bastam.

E isso é tudo para quem um dia achou que não seria mais nada.

Um punhado de sal

1 jan

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“O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.

– Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.

– Ruim. – disse o jovem sem pensar duas vezes.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse junto com ele ao lago. Os dois caminharam em silêncio, e quando chegaram lá o mestre mandou que o jovem jogasse o sal no lago. O jovem então fez como o mestre disse.

Logo após o velho disse:

– Beba um pouco dessa água.

O jovem assim o fez e enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:

– Qual é o gosto?

– Bom! – o jovem disse sem pestanejar.

– Você sente o gosto do sal? – perguntou o Mestre.

– Não. – disse o jovem.

O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:

A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem em detrimento ao que ao que você perdeu. Em outras palavras: É deixar de ser copo, para tornar-se um Lago.”

(Autor Desconhecido)

Desejos de ano novo – Por Carlos Drummond de Andrade

31 dez

E que comece um ano lindo e de muito bom trabalho!

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Para ler ouvindo: 

“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.


Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente.

Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. 
A esperança renovada.

Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir, todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente para repassar o que realmente desejo a você. Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, rumo à sua felicidade!”

Mais um Natal se passa…

25 dez

 

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Que não só o Natal seja feliz, mas como a vida que levamos. Pois não importa onde queiramos chegar e sim como chegaremos. E eu desejo a cada pessoa que chegue feliz!

E enfim, chegamos a mais um Natal, a data mais especial do ano e que nos prepara emocionalmente para o ano novo que está por vir! Uma época para refletir o ano que passou e fazer novos planos. Época para agradecer não só pelas bençãos recebidas, mas pelas pessoas que estiveram contigo durante esse ciclo que se encerra. Pessoas que simplesmente passaram na sua vida, aqueles que voltaram, outros que chegaram pra ficar e agradecer principalmente aqueles que estão com você desde sempre! Agradecer também àqueles que não estão mais contigo fisicamente, mas que só de te fazerem recordar as boas lembranças se fazem presentes.

E, se você acredita, agradeça a Deus. Agradeça muito, todos os dias. A essência do Natal é essa! A very Merry Christmas! 😀

Para ouvir: Jingle Bell Rock – Disney Very Merry Christmas!

29 de outubro – Dia do livro

29 out

1237159_385376821590375_1047897810_nComo hoje é o dia do livro, resolvi fazer um post especial, afinal foram eles que mudaram um pouco (ou muito!) a cara do meu blog esse ano. Mudaram não só a cara do blog, mas a minha vida também, desde que me entendo por gente. Mas minha paixão por livros se tornou maior quando comecei a ler os livros de Harry Potter, onde me transportei para outro mundo maravilhoso e do qual sou fã até hoje.

Arrisco dizer que livros são a minha salvação, o meu refúgio de uma vida cheia de rotina. Vejo muitas pessoas dizendo que não estão lendo nenhum livro porque tem muita coisa para fazer, a escola não deixa, a faculdade está consumindo… Mas eu não. Sempre estou lendo alguma coisa que me agrade! Minha lista de livros para ler é quase infinita e, me desculpa tá rotina, eu não vou deixar que você consuma todo o meu tempo e me deixe sem ler um livro sequer… Por mais que eu demore de ler, eu necessito estar lendo algum livro. Enquanto eu acho que estou sendo produtiva me dedicando só a faculdade ou ao meu trabalho, a vida está passando! É preciso aproveitar todo instante.

Nunca deixem de fazer algo que gostem por causa de falta de tempo. A nossa rotina se torna bem mais interessante quando incluímos nela algo que amamos com todo nosso coração. Segundo Fayol, é o interesse pelas coisas é que faz as coisas interessantes . Produzimos melhor nos estudos e no trabalho simplesmente se pensarmos que quando finalmente acabarmos essa obrigação teremos um bom livro para ler, uma academia para ir, uma aula de dança, ir encontrar os amigos ou parentes que não vemos a tanto tempo. Encontrar o seu refúgio é uma das formas mais inteligentes de se viver, na minha opinião. E eu acho que um dos meus refúgios é, sem dúvidas, livros. Então, hoje é uma data a ser comemorada!

Beijos e… leiam um livro! 😀

A Maior Aflição de Todas – Por Liliane Prata

20 set

93716512“Foi assim: eu estava esperando um telefonema, e o telefonema não vinha, e eu ia ficando cada vez mais aflita. Era uma resposta que eu estava esperando, uma resposta do tipo sim ou não. Não era nada que causaria um, digamos, impacto incomensurável em toda a minha existência, mas certamente era algo que causava um impacto naquele meu dia e talvez num bom punhado de dias seguintes, e era algo que, com certeza, causava em mim enorme aflição.

Lendo o jornal desorganizado à minha frente e tomando xícaras e xícaras de chá, eu tentava compensar o telefonema que não vinha. Estava num café, celular na mesa, controlado por meus olhos como se pudesse fugir a qualquer instante. Às vezes, eu levantava os olhos do jornal e observava as pessoas à minha frente, cada uma com suas próprias xícaras e aflições. E então acabei pensando naquela que talvez seja a maior aflição de todas.

Geralmente, quando alguém está esperando uma resposta importante – se a promoção vai vir ou não, se foi aprovado ou reprovado no exame, se é sim ou não, um ou dez, amanhã ou só mês que vem… Se alguém está esperando uma resposta importante, geralmente a pessoa diz que quer saber logo a resposta. Melhor se a resposta for boa, mas se for ruim, que seja: ruim mesmo é a tortura do não saber. Lembro de uma amiga que desconfiava que o namorado iria terminar tudo – de manhã, ele tinha anunciado uma conversa misteriosa à noite, e essa amiga, coitada, passou o dia sem fazer nada direito. No fim da tarde, já exausta, desabafou: “Me liga logo e termina! Não aguento mais!”

A ironia é que viver é não saber. Quer dizer, saber um punhado de coisas, mas não saber outro punhado. Para começar, as coisas mais básicas: por que viemos e para onde vamos. O que fazemos aqui. Se tem algum sentido regendo essa loucura toda.

Queremos que nosso telefone toque com todas as respostas, mas só nos resta a aflição de seguir no silêncio. São questões que talvez sejam respondidas satisfatoriamente daqui a alguns séculos, ou talvez o mundo acabe sem que sejam. Há, claro, os que dizem ter visões, ouvir coisas, sentir coisas, saber das coisas. Esses têm sorte. O resto precisa se contentar com a ignorância – ou, no auge da aflição, com respostas enfiadas à força no lugar das perguntas. O que importa é encerrar o mistério.

No café, volto meu olhar para o celular, e então para o jornal, mas não estou lendo mais – agora, penso em Irmãos Karamazov: “Temos diante de nós um mistério que não podemos apreender. E, justo por ser um mistério, tivemos o direito de pregá-lo, de ensinar ao povo que o que importa não é a liberdade nem o amor, mas o enigma, o segredo, o mistério diante do qual eles devem se curvar”.

Mas quem se curva ao mistério? Certamente, não os fanáticos religiosos. Nem os céticos convictos. Nem os intolerantes de nenhuma espécie: esses têm respostas para tudo. De modo geral, a humanidade não se curva. Quer saber. Precisa saber. Pois como se organizar sem saber? Como prender, soltar, ordenar, classificar, deferir, indeferir… Sem saber?

É possível?

Naquele instante, no café, tentando bobamente resolver em mim todos os dilemas do mundo, penso que sim, é possível. Que podemos, independentemente da nossa fé pessoal, encontrar um sentido para a vida na própria vida. Que as regras não precisam ter um fundamento transcendente e tudo bem. Tomo mais um gole do meu chá e meus pensamentos mudam de rumo: agora penso que bom seria se só as questões metafísicas não tivessem uma resposta…

No dia a dia, entre tirar dinheiro no banco, resolver pendências e trabalhar, a metafísica acaba mesmo sendo esquecida e vivemos como se não fôssemos morrer. Resta-nos o mundo físico, mas esse também está tomado pelo não saber: tomamos uma decisão hoje e não sabemos se a consequência será a que desejamos, encerramos relacionamentos e empregos, largamos tudo, recomeçamos tudo… Sem nunca sabermos onde vai dar, sem nunca ter garantias. Cruzamos a próxima esquina sem saber o que nos espera, dormimos sem saber como vamos acordar, nosso pâncreas está funcionando perfeitamente hoje, mas e amanhã? Mesmo a mais racional das decisões acaba sendo um tiro no escuro, como todas as outras: quem nunca fez tudo como deveria ser feito e não deu em nada?

Viver é mesmo muito perigoso. Assustador. Exige coragem. Penso mais uma vez na minha amiga, a que preferia uma resposta ruim ao não saber. Mas é preferível não viver, ou não viver de verdade, a conviver com o peso do não saber? Penso que não. Suspiro, tentando frear meus devaneios. À minha frente, a xícara de chá quase vazia: é hora de pedir outro. Ao lado dela, o telefone que não toca.”

Visitem o blog da Liliane Prata!

To You, With Love

14 ago

image Ainda sinto que nada disso se foi. E dói. Não quero esquecer e isso faz com que eu me sinta numa montanha russa, cheia de altos e baixos. Ora intensa e sofrida. Ora amena e bem. O tempo passa e não espera por ninguém. Não espera nem você catar os cacos desse coração despedaçado. Então junto tudo, guardo e corro para não perder tempo. No caminho, vou ajeitando, colocando as coisas no lugar. O que não posso é ficar para trás.

Disso tudo pude tirar uma conclusão maravilhosa: todas as pessoas que amo estão felizes. Inclusive você. E seria muito, mas muito egoísta de minha parte querer que você não fosse feliz só porque não estamos juntos. Afinal, não é o amor que muda; são as relações. E isso é lindo de dizer, mas dói pra caramba. Dói e não é pouco. Mas vale o sacrifício. Vale sim, embora agora eu mal ouça sobre você e sua vida, mas sei que está feliz. E quando se sentir triste, lembra ou pelo menos tenha a sensação de que tem alguém que sempre vai te amar, te cuidar e te querer todo o bem. De coração. De energia. Por inteiro.

Talvez você nunca leia isso, mas sei que leva em ti um pouco de mim. E essa mínima dose de mim é o suficiente para que você nunca se sinta só, mesmo que isso nunca aconteça. Deus sabe o que faz. Se cuida.

Com amor,

Flor.

Sobre bebidas quentes e queimaduras

26 jul

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Era uma sexta feira a noite. Ela estava silenciosa, sentia frio. Estava agarrada ao seu edredom e sua xícara ao lado, na cabeceira. Tinha um olhar misterioso e perdido. Piscava pouco. Pensava muito. Decidiu beber um gole da sua bebida, mas já estava fria. Vestiu o roupão e foi até a cozinha, despejou a bebida no bule e a aqueceu no fogão.

Sentou-se no banco da cozinha, ainda séria e silenciosa. Com um leve toque, mexeu nos cabelos e apoiou sua mão no queixo e o cotovelo na mesa. Tinha o olhar fixo em um só ponto. Esperou cinco minutos e desligou o fogo. Despejou novamente a bebida na xícara e bebeu um gole. Se queimou, pois estava muito quente e a bebida já não tinha o mesmo gosto bom de antes. E de seus olhos escorreram lágrimas que foram logo limpadas com as próprias mãos.

Sem pensar, jogou a bebida quente na pia e lavou a xícara. Estava pronta para outras bebidas. Mais mornas, mais gostosas, novas, frescas. Ela deu uma risada abafada. Estava sozinha. Sentiu um alívio por isso. Voltou para o quarto, deitou-se, desligou o abajur e tentou dormir. O dia de amanhã estava chegando e, por mais sensível que ela fosse, a queimadura iria sarar.

Post Especial: 3 anos de Blog!

4 jun

Oi, leitores!!

E 3 anos se passaram desde que fiz o primeiro post nesse blog. Resolvi fazer  post especial relembrando os meus 3 posts mais visitados, um em cada ano que se passou: 2010, 2011 e 2012! Voilà!

And the winner of 2012 is…

O AMOR É SERVIDO QUENTE

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Leia um trechinho:

   “Sempre que posso tento te lembrar que a xícara está quente, que não sou mais dona dos meus pensamentos e que você ocupa quase tudo. Às vezes coloco a xícara na janela, na esperança de que passe a brisa e esfrie. Porque de vez em quando queima, dói, arde. Espero e não esfria. Espero e você não vem. Mas espero.”

 

And the winner of 2011 is…

MERGULHO PROFUNDO

128266075  Leia um trechinho:

   “Mergulhei profundo no oceano de lágrimas que eu mesma criei. Entretanto, sabia que em algum momento teria que voltar à superfície, sair desse aparente mundo das ideias medíocre e instável. Já passara a hora de voltar e eu realmente não queria me afogar nos meus próprios sentimentos. Voltei, então, a realidade. Era hora de mudar.”

 

And the winner of 2010 is…

SAUDADE

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Leia um trechinho:

“Mas a saudade pode se tornar uma das suas razões e motivações de viver (não que você precise viver por tudo o que já passou e somente disso); o que estou querendo dizer é que devemos juntar as coisas boas que vivemos e juntar com as que estamos vivendo agora e as que planejamos viver no futuro e transformá-las nos motivos mais nobres que fazem a sua vida valer a pena.”

 

 

Para ler os textos na íntegra é só clicar no título desejado.

Espero que tenham gostado e tem uma surpresinha de aniversário aqui no próximo dia 6! Aguardem!! 🙂

Um super beijo!