Poliana / Poliana moça

5 nov

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Poliana foi um dos livros mais marcantes da minha vida, pois li ainda muito novinha, tinha apenas 10 anos. Um pouco mais tarde, li Poliana Moça. Muitos encaixam esses dois livros na categoria infanto-juvenil, mas eu indico para todas as idades pelo conteúdo de reflexão que vem ao longo da narrativa que mostra a história da menina Poliana.

Poliana é uma garotinha órfã que vai morar na casa da tia, uma mulher muito mal-humorada e que a tratava com muita indiferença. Ela é uma menina muito cativante, que com toda dificuldade que tem de enfrentar na vida, ela tem uma estratégia que aprendeu com seu pai, o jogo do contente, que nada mais é que encontrar em cada obstáculo uma coisa boa. Poliana tornou-se uma terapia para as pessoas que precisavam de um incentivo para continuar a viver.

Só com o jogo do contente, podemos tirar uma lição de vida enorme: todo obstáculo, dificuldade, momentos ruins, todos tem o seu lado bom. Para que enxerguemos isto, precisamos preparar o nosso coração para que seja possível a visualização das coisas boas e não deixar passar nada. Poliana é um exemplo de inspiração!

No livro Poliana Moça, a adolescente Poliana continua a visitar pessoas e ensinar-lhes o jogo do contente. Além de lidar com os conflitos da própria adolescência. A sua autora, Eleanor H. Porter, que publicou o primeiro livro em 1934, foi muito feliz em sua história que inspira muitas pessoas até hoje.

Livro fininho, leitura rápida e encantadora! Vale a pena, de verdade! Boa leitura! 😀

resenhaa

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29 de outubro – Dia do livro

29 out

1237159_385376821590375_1047897810_nComo hoje é o dia do livro, resolvi fazer um post especial, afinal foram eles que mudaram um pouco (ou muito!) a cara do meu blog esse ano. Mudaram não só a cara do blog, mas a minha vida também, desde que me entendo por gente. Mas minha paixão por livros se tornou maior quando comecei a ler os livros de Harry Potter, onde me transportei para outro mundo maravilhoso e do qual sou fã até hoje.

Arrisco dizer que livros são a minha salvação, o meu refúgio de uma vida cheia de rotina. Vejo muitas pessoas dizendo que não estão lendo nenhum livro porque tem muita coisa para fazer, a escola não deixa, a faculdade está consumindo… Mas eu não. Sempre estou lendo alguma coisa que me agrade! Minha lista de livros para ler é quase infinita e, me desculpa tá rotina, eu não vou deixar que você consuma todo o meu tempo e me deixe sem ler um livro sequer… Por mais que eu demore de ler, eu necessito estar lendo algum livro. Enquanto eu acho que estou sendo produtiva me dedicando só a faculdade ou ao meu trabalho, a vida está passando! É preciso aproveitar todo instante.

Nunca deixem de fazer algo que gostem por causa de falta de tempo. A nossa rotina se torna bem mais interessante quando incluímos nela algo que amamos com todo nosso coração. Segundo Fayol, é o interesse pelas coisas é que faz as coisas interessantes . Produzimos melhor nos estudos e no trabalho simplesmente se pensarmos que quando finalmente acabarmos essa obrigação teremos um bom livro para ler, uma academia para ir, uma aula de dança, ir encontrar os amigos ou parentes que não vemos a tanto tempo. Encontrar o seu refúgio é uma das formas mais inteligentes de se viver, na minha opinião. E eu acho que um dos meus refúgios é, sem dúvidas, livros. Então, hoje é uma data a ser comemorada!

Beijos e… leiam um livro! 😀

Dr. House – Um guia para a vida

28 out

dr house

Um aviso antes de falar alguma coisa sobre este livro: não leve tudo o que ler tão a sério! Quem assiste o seriado House já sabe que a personalidade do personagem principal não é lá muito agradável ou admirável, mas o livro traz justamente isso: reúne as características de House e ensina o leitor a ser como ele. O exemplar que li foi da editora Lua de papel e tem 150 páginas.

E, para quem assiste ou já assistiu House pelo menos uma vez na vida, já percebeu que suas características principais são a ironia, sarcasmo e o egocentrismo. O autor deste livro, Toni de la Torre, traz uma narrativa bem dinâmica e inclusive, escreve algumas falas e cenas do seriado (o que é bem divertido!) que traz um humor e ao mesmo tempo uma ilustração da personalidade de House.

Confesso que ao longo da minha leitura esperei o autor dizer que tudo isso não passava de uma brincadeira ou até mesmo dizer que não era para nos comportarmos tão radicalmente assim. Mas não. Ele foi bem a fundo na ideia de transformar o leitor em um House da vida, que comecei a achar isso um ponto de humor no livro! E de fato é!

Então o segredo é não levar a leitura, muito menos as regras de como ser um verdadeiro House, tão a sério. A narrativa é muito boa de acompanhar e a leitura é bem rápida, pois o livro é fininho! Recomendado pra quem gosta, conhece ou quer saber mais sobre a personalidade do médico gênio fictício do diagnóstico: Gregory House! 😀

resenhaa

Fortaleza Digital

21 out

fortaleza digital

Li esse livro há algumas semanas, embora o tenha há quase dois anos. Adoro os livros de Dan Brown e posso dizer sem medo que eles são todos com aquele mesmo estilo: narrativa ótima e boa de acompanhar, conteúdo inteligentíssimo e fruto de muita pesquisa, muito detalhado e as histórias em si muito envolventes. Mas vamos nos ater a Fortaleza Digital!

O livro foi lançado em 1998 e é a primeira obra do autor! O exemplar que li foi da Editora Arqueiro e tem 320 páginas de uma narrativa super envolvente. Susan Fletcher, uma matemática muito inteligente que trabalha para a Agência de Segurança Nacional Americana se depara com um grande problema que ameaça a agência em que ela trabalha e pode revelar grandes segredos que envolvem a segurança nacional dos Estados Unidos.

Um grande e poderoso computador capaz decodificar qualquer tipo de mensagem se depara com um código inquebrável, chamado Fortaleza Digital, que é construído por um ex-funcionário da agência, a fim de destruir as atividades da agência e revelar os seus segredos. A agência está ameaçada e, consequentemente, a segurança nacional.

É nesse enredo que a história se dá, com muito suspense e surpresas ao longo da narrativa! Como todos os livros de Dan Brown, indico! Esse é especial, pois é o seu primeiro livro, o abre-alas! A estreia de um escritor fantástico e inteligente. Vale a pena a leitura, se você é fã de Dan Brown, ou simplesmente um bookaholic como eu! haha 😀

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Água para elefantes – Por Giovanna Severo

14 out

Essa resenha foi escrita por uma super amiga que está colaborando com a biblioteca aqui do blog! Espero que, assim como eu, gostem da resenha! Beijos, Mariana.

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Vou começar essa resenha, dizendo o quanto esse livro é lindo e envolvente. Eu particularmente não costumo gostar de livros ou filmes que tenham em seu enredo animais, mas esse me deixou fascinada! Fiz até uma coisa que não gosto muito que é assistir ao filme antes de ler o livro, mas não estragou minhas expectativas, por que na medida do possível, o filme foi fiel ao sentido original da história do livro, mudando alguns pequenos detalhes e características físicas dos personagens.

Bom, vamos nos ater à história do livro então: Desde que perdeu a esposa, Jacob Jankowski vive numa casa de repouso e até então não havia falado do seu passado. É com a chegada de um circo a cidade que ele começa a ter flashbacks. Aos 23 anos, estudante de veterinária, depois de um acidente de carro que o deixou órfão, sem ter para onde ir e sem dinheiro, foi parar num trem em movimento – o Esquadrão Voador do circo Irmãos Benzini, o maior Espetáculo da Terra. Trabalhando no circo cuidando dos animais, para sua surpresa, Jacob acaba conhecendo a bela Marlena, a grande estrela do circo e para o seu azar, esposa de August. E depois conhece a elefanta que todos imaginavam estúpida, mas que é a grande salvação para o circo. Jacob consegue treiná-la e amá-la de um jeito emocionante. Então, ele percebe que, todo o encantamento do circo é uma ilusão aos olhos de quem vai assistir as atrações, pois as vezes os animais são maltratados e existem muitas rivalidades. Mas também existem grandes amigos que se ajudam mutuamente.

Durante a trama, acontecem muitos fatos inusitados, visto que a autora do livro, Sara Gruen, descreve muito bem o cenário circense e as apresentações que acontecem, quanto a esse ponto, suponho que não tenha sido tão difícil montar o filme, pois o próprio livro já sugere as cores dos ambientes e o clima.

Claro que paro por aqui, não vou prolongar e muito menos contar o finzinho do livro! A trama traz muitas surpresas e pra quem ficou curioso, vale a pena ler e sugiro que também assista ao filme.

Aí vai o trailer pra ir sentindo o gostinho:

Foto e Resenha: Giovanna Severo

Manual dos Jovens Estressados – Mas muito inteligentes

7 out

AugustoCuryManual dos Jovens Estressados é um livro muito interessante, com uma escrita muito dinâmica! O narrador é o seu próprio autor, o Dr. Augusto Cury, e sua narrativa parece um longo e bom bate-papo com o leitor: o jovem estressado do século XXI. Ao longo das 176 páginas deste livro publicado pela editora Planeta do Brasil (exemplar que li emprestado de um amigo, muito obrigada Rafa!!), posso dizer que aprendi muito com esse manual, desde como lidar com o estresse em si até como me comportar diante de situações que podem se tornar barreiras e comprometer muitos aspectos de nossas vidas. Em outras palavras: um livro para refletir (e muito!).

O “bate-papo” no livro não é comandado somente pelo autor. Ele chama um convidado fictício que vai ajudá-lo a construir esse manual tão útil para todos os jovens: o ilustríssimo professor Einstresse, ou iEstresse, como ele prefere ser chamado! Muitos assuntos vêm à tona através do bate-papo super bem-humorado e engraçado, que torna a leitura bem descontraída e leve.

Na sociedade em que vivemos, de muita correria, rotinas malucas e tudo mais, somos tomados e possuídos com um comodismo que não é saudável. E isso acaba sendo um tipo de barreira para a vida de muitas pessoas. “Há pessoas que se deixam ser aprisionadas em sociedades livres”“Muitos jovens não viram nada na vida não porque não tem grande potencial, mas porque não saem da zona de conforto”: foram frases que me fizeram refletir bastante acerca de como a sociedade em que vivemos suga possíveis mentes pensantes, críticas e até mesmo gênios que deixam de desenvolver suas habilidades, ficando presos à própria sociedade em que vivem. Aprendemos a como lidar com isso nesse manual! (Fica a dica haha :D)

Ok, vamos supor que agora saímos da zona de conforto e vamos à luta, conquistar nossos objetivos! Parece tudo muito simples, mas não é. Falar que é muito simples. Para chegar onde queremos, teremos que enfrentar algumas dificuldades no caminho. Muitos se perdem aí. Ficam frustrados com o primeiro obstáculo que encontram. O professor iEstresse conta alguns casos e nos motiva a enfrentar os obstáculos e nos orienta a lidar com eles! “Quem vence sem riscos, vence sem glórias”.  É ou não é? E de acordo com minhas convicções, tudo o que vem fácil, vai fácil.

Durante o livro, temos a oportunidade de saber um pouco da história do Dr. Cury e saber que para ser o que ele é hoje, passou por muitas dificuldades, recebeu muitos nãos, mas mesmo assim persistiu e venceu. E esse livro e tantos outros que ele escreveu são a prova disso!

Descobri e refleti também que nem tudo vai dar sempre certo em nossa vida. Mas tem certas coisas que não dariam certo se um dia algo não tivesse saído errado… E uma frase que me tocou nesse livro e a qual encerro essa resenha é a seguinte: “é possível escrever os capítulos mais belos de nossas vidas quando tudo dá errado”. De fato! Mais uma personalidade que me inspira, Dr. Augusto Cury: um ícone da escrita e da medicina, minhas duas paixões de vida.

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Não Faz Sentido – Por Trás da Câmera

30 set

felipe neto Me interessei muito por esse livro, pois acompanho desde o início o canal do YouTube do Felipe Neto, Não Faz Sentido, do qual sou fã. Então, o livro é escrito pelo próprio Felipe Neto, publicado pela Casa da Palavra neste mesmo ano (2013) e tem 271 páginas. No livro, Felipe conta abertamente sobre os seus vídeos que tiveram mais repercussão no canal e como ele atingiu os seus incríveis números de acessos, inscritos e visitantes. Um verdadeiro sucesso, em pouquíssimo tempo!

A narrativa do livro é muito legal, espontânea e parece que o Felipe está conversando com o leitor, expondo suas opiniões e seus comentários (a maioria hilários, diga-se de passagem!). O principal foco do livro é o que aconteceu por trás da câmera, de fato. No livro, Felipe esclarece muitas coisas sobre como sua vida mudou desde que ele se tornou uma pessoa pública e os problemas que teve de enfrentar sendo alvo de muitas críticas que, ao contrário das críticas que o Felipe faz em seus vídeos sobre diversos assuntos, não foram nada construtivas, tampouco inteligentes.

Através da história (ou seria estória? Nunca aprendi isso também, Felipe…) do Felipe pude refletir sobre coisas que nunca havia pensado antes, embora veja constantemente, por exemplo, como a mídia manipula as informações e os fatos. E o público se deixa levar por conteúdos que lhes é conveniente absorver. “Odiar quem construiu algo é mais fácil do que pesquisar o mérito disso”, estas foram palavras do Felipe na página 112 e que justificam o comportamento de muitas pessoas que criticam o que não conhecem e nem se dão ao trabalho de conhecer.

O Felipe conta também o passo a passo de suas ideias, trabalhos e preparativos para que viesse a se tornar o empresário de sucesso que ele é hoje e que emprega dezenas de pessoas. Graças a muita dedicação e força de vontade!

Mérito é uma coisa que, na minha opinião, o Felipe tem de sobra. Ao ler o livro tive ainda mais certeza disso, pois tomei conhecimento de episódios da vida dele que são realmente dignos de aplausos! No livro, encontramos um exemplo de competência, coragem, pioneirismo, inovação, muito trabalho e muito amor ao que se faz. Inspirador!

Não conhece o Não Faz Sentido?

É claro que eu não ia deixar de colocar o link do canal do Não Faz Sentido e aproveito para deixar o link do canal da Parafernalha, a empresa de entretenimento para o YouTube criada pelo Felipe e que também é um sucesso e que alcançou um público ainda maior!

Clique aqui para acessar o Canal Parafernalha!

Fonte da imagem desse post: http://img.saraivaconteudo.com.br/Clipart/Photo/154/38731_.jpg

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Um Brinde de Cianureto

23 set

um brinde de cianuretoVou começar dizendo que Um Brinde de Cianureto não é um dos meus livros favoritos da autora, mas é um livro bom, com uma narrativa interessante e que prende o leitor. A leitura é bem rápida e a história em si é muito criativa (lóoogico, escrita pela Agatha!!). O livro foi publicado em 1944, o exemplar que li foi da L&PM Pocket, é um livro de bolso e tem 253 páginas.

Vamos a história: tudo começa com a morte da invejável Rosemary em sua festa de aniversário, na vista de todos os seus convidados. Causa da morte: sua taça de champanhe estava envenenada com cianureto. Na ocasião, tudo indica suicídio, mas ao longo da narrativa, muitas evidências vão levando o leitor e as próprias personagens a acharem que não.

O fato curioso é que a maioria das pessoas com quem Rosemary convivia e que, algumas delas, estavam presentes em sua festa de aniversário, teriam muitos motivos para querer eliminá-la. Ela sempre foi uma mulher muito atraente, bonita. Era rica, dona de uma herança muito generosa deixada pelo seu padrinho. Há muitos outros motivos pelo qual algumas pessoas gostariam de eliminar Rosemary, mas que você leitor só vai poder saber através da própria história (sou totalmente contra spoilers!!)

O desfecho é inesperado, embora eu não tenha achado tão surpreendente assim. Na humilde opinião de uma leitora assídua (e sincera) da Agatha Christie, indico o livro pra você que quer ler algo legal rápido (numa viagem, espera de voo no aeroporto, ler algo na sala de espera, etc… rs), sem maiores pretensões. Leitura maravilhosa de acompanhar, história criativa e narrativa belíssima como só Agatha Christie consegue. Indico! 🙂

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A Maior Aflição de Todas – Por Liliane Prata

20 set

93716512“Foi assim: eu estava esperando um telefonema, e o telefonema não vinha, e eu ia ficando cada vez mais aflita. Era uma resposta que eu estava esperando, uma resposta do tipo sim ou não. Não era nada que causaria um, digamos, impacto incomensurável em toda a minha existência, mas certamente era algo que causava um impacto naquele meu dia e talvez num bom punhado de dias seguintes, e era algo que, com certeza, causava em mim enorme aflição.

Lendo o jornal desorganizado à minha frente e tomando xícaras e xícaras de chá, eu tentava compensar o telefonema que não vinha. Estava num café, celular na mesa, controlado por meus olhos como se pudesse fugir a qualquer instante. Às vezes, eu levantava os olhos do jornal e observava as pessoas à minha frente, cada uma com suas próprias xícaras e aflições. E então acabei pensando naquela que talvez seja a maior aflição de todas.

Geralmente, quando alguém está esperando uma resposta importante – se a promoção vai vir ou não, se foi aprovado ou reprovado no exame, se é sim ou não, um ou dez, amanhã ou só mês que vem… Se alguém está esperando uma resposta importante, geralmente a pessoa diz que quer saber logo a resposta. Melhor se a resposta for boa, mas se for ruim, que seja: ruim mesmo é a tortura do não saber. Lembro de uma amiga que desconfiava que o namorado iria terminar tudo – de manhã, ele tinha anunciado uma conversa misteriosa à noite, e essa amiga, coitada, passou o dia sem fazer nada direito. No fim da tarde, já exausta, desabafou: “Me liga logo e termina! Não aguento mais!”

A ironia é que viver é não saber. Quer dizer, saber um punhado de coisas, mas não saber outro punhado. Para começar, as coisas mais básicas: por que viemos e para onde vamos. O que fazemos aqui. Se tem algum sentido regendo essa loucura toda.

Queremos que nosso telefone toque com todas as respostas, mas só nos resta a aflição de seguir no silêncio. São questões que talvez sejam respondidas satisfatoriamente daqui a alguns séculos, ou talvez o mundo acabe sem que sejam. Há, claro, os que dizem ter visões, ouvir coisas, sentir coisas, saber das coisas. Esses têm sorte. O resto precisa se contentar com a ignorância – ou, no auge da aflição, com respostas enfiadas à força no lugar das perguntas. O que importa é encerrar o mistério.

No café, volto meu olhar para o celular, e então para o jornal, mas não estou lendo mais – agora, penso em Irmãos Karamazov: “Temos diante de nós um mistério que não podemos apreender. E, justo por ser um mistério, tivemos o direito de pregá-lo, de ensinar ao povo que o que importa não é a liberdade nem o amor, mas o enigma, o segredo, o mistério diante do qual eles devem se curvar”.

Mas quem se curva ao mistério? Certamente, não os fanáticos religiosos. Nem os céticos convictos. Nem os intolerantes de nenhuma espécie: esses têm respostas para tudo. De modo geral, a humanidade não se curva. Quer saber. Precisa saber. Pois como se organizar sem saber? Como prender, soltar, ordenar, classificar, deferir, indeferir… Sem saber?

É possível?

Naquele instante, no café, tentando bobamente resolver em mim todos os dilemas do mundo, penso que sim, é possível. Que podemos, independentemente da nossa fé pessoal, encontrar um sentido para a vida na própria vida. Que as regras não precisam ter um fundamento transcendente e tudo bem. Tomo mais um gole do meu chá e meus pensamentos mudam de rumo: agora penso que bom seria se só as questões metafísicas não tivessem uma resposta…

No dia a dia, entre tirar dinheiro no banco, resolver pendências e trabalhar, a metafísica acaba mesmo sendo esquecida e vivemos como se não fôssemos morrer. Resta-nos o mundo físico, mas esse também está tomado pelo não saber: tomamos uma decisão hoje e não sabemos se a consequência será a que desejamos, encerramos relacionamentos e empregos, largamos tudo, recomeçamos tudo… Sem nunca sabermos onde vai dar, sem nunca ter garantias. Cruzamos a próxima esquina sem saber o que nos espera, dormimos sem saber como vamos acordar, nosso pâncreas está funcionando perfeitamente hoje, mas e amanhã? Mesmo a mais racional das decisões acaba sendo um tiro no escuro, como todas as outras: quem nunca fez tudo como deveria ser feito e não deu em nada?

Viver é mesmo muito perigoso. Assustador. Exige coragem. Penso mais uma vez na minha amiga, a que preferia uma resposta ruim ao não saber. Mas é preferível não viver, ou não viver de verdade, a conviver com o peso do não saber? Penso que não. Suspiro, tentando frear meus devaneios. À minha frente, a xícara de chá quase vazia: é hora de pedir outro. Ao lado dela, o telefone que não toca.”

Visitem o blog da Liliane Prata!

A Menina Que Roubava Livros

16 set

a menina q roubava livros    Confesso que fiz duas tentativas de ler esse livro há 5 anos. Nas duas tentativas, o abandonei. E só há 2 semanas resolvi pegá-lo novamente e decidi ler até a última página. Resultado: terminei de ler ontem e já considero A Menina Que Roubava Livros um dos meus favoritos! Escrito por Markus Zusak, o livro foi lançado em 2006, li o exemplar em português mesmo, publicado pela editora Intrínseca, com 479 páginas.

O livro tem uma narradora muito curiosa e diferente dos demais livros. É ninguém mais ninguém menos que a Morte. O contexto histórico do livro é o da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, na ascensão do Führer. Em meio a tanta destruição em massa, de lares e de vidas, a própria Morte resolve parar um pouco o seu trabalho para contar uma história fascinante sobre como as palavras destroem e como elas salvam. A narrativa começa com a garotinha de 10 anos Liesel Meminger, que vai morar com pais de criação, na cidade fictícia de Molching, na Rua Himmel onde viverá alguns anos mais intensos de sua vida.

A roubadora de livros faz o seu primeiro furto quando ainda nem sabe ler. Ao saber do tal livro, seu pai de criação, Hans Hubberman, resolveu ensiná-la a ler e escrever. E, desta maneira, Liesel foi salva. E salvou. De todas as maneiras inimagináveis. Quem leu, sabe exatamente do que estou falando. Quem ainda não leu, garanto que vale a pena descobrir o por que!

O livro é grande, a história é bem detalhada e contada com os destaques devidamente feitos pela narradora. O que mais me encantou no livro foi a paixão de Liesel pelas palavras. Foi como ela percebeu que as palavras podem causar guerras, matar pessoas, destruir lares. E, no fim das contas, paradoxalmente ou não (depende do seu ponto de vista) Liesel é salva pelas palavras. Tem coisa mais linda para uma pessoa que escreve do que um livro com uma mensagem dessa? Rs 😀

A maneira com que Liesel é impulsiva, diz e faz o que dá vontade, me encantou e me inspirou muita coragem. Faço das palavras dela, as minhas em muitas ocasiões de minha vida: Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usados direito. Eu também, Liesel… Eu também.

Se você tem paciência (pois o livro é muuito grande) e está muito curioso pra ler o livro, eu super indico! Vale muitíssimo a pena, é uma preciosidade do mundo literário, na minha humilde opinião. Boa leitura! 🙂

EM JANEIRO NOS CINEMAS!!

Um dos motivos que me levaram a pegar esse livro novamente para ler foi o de que vai estrear nos cinemas o filme no dia 31 de janeiro de 2014!! O trailer está muito legal e o filme promete ser muito bom! Assim espero! Confiram o trailer abaixo:

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