Tag Archives: amor

A Pequena e o Sonho – Por Micaela Rabelo Quadra

28 ago

93093240

“Era uma vez uma pequena que tinha um sonho. De onde ela tirou ele ninguém sabe, nem ela mesma. Um dia essa pequena realizou esse sonho, ou melhor, começou realiza-lo. Lá foi feliz e triste. Riu e chorou. Ganhou e perdeu. Lá fez amizades, mas também aprendeu desfaze-las. Se enganou e também foi muito enganada. Mas a pequena não se importava ela amava o que fazia e aquilo era o que queria. Os verdadeiros abriram seus olhos, ela também tentou abri-los, porém ainda era pequena, ainda precisava aprender. Passou um, dois, três… e lá se foram dez anos. Nesse tempo a pequena cresceu, quebrou a cara, chorou por quem não merecia, ouviu coisas que não queria, se machucou interna e exteriormente. Também foi feliz, conheceu pessoas, e acima de tudo aprendeu com tudo o que viu. Aprendeu a ser forte. A pequena mudou, e muito. Já não amava isso como antes, na verdade apenas tinha medo. Medo de trocar aquilo que já era costume, medo de se arrepender, de se arriscar. Mas a vida se encarregou de tudo, mostrou a ela de uma forma infelizmente dolorida que não podia ficar presa aquilo, e ela não ficou. Arriscou, chorou, decepcionou-se com alguns, alegrou-se com outros, já não era mais presa ao seu sonho de infância. A pequena, que já não é pequena, não se arrepende de ter ido atrás do sonho, mas agora vive, aproveita, e é mais feliz. As marcas que ficaram nos pés a manicure arruma, as que ficaram na alma o tempo cuida.”

Visitem o blog da Micaela! 😀

Anúncios

To You, With Love

14 ago

image Ainda sinto que nada disso se foi. E dói. Não quero esquecer e isso faz com que eu me sinta numa montanha russa, cheia de altos e baixos. Ora intensa e sofrida. Ora amena e bem. O tempo passa e não espera por ninguém. Não espera nem você catar os cacos desse coração despedaçado. Então junto tudo, guardo e corro para não perder tempo. No caminho, vou ajeitando, colocando as coisas no lugar. O que não posso é ficar para trás.

Disso tudo pude tirar uma conclusão maravilhosa: todas as pessoas que amo estão felizes. Inclusive você. E seria muito, mas muito egoísta de minha parte querer que você não fosse feliz só porque não estamos juntos. Afinal, não é o amor que muda; são as relações. E isso é lindo de dizer, mas dói pra caramba. Dói e não é pouco. Mas vale o sacrifício. Vale sim, embora agora eu mal ouça sobre você e sua vida, mas sei que está feliz. E quando se sentir triste, lembra ou pelo menos tenha a sensação de que tem alguém que sempre vai te amar, te cuidar e te querer todo o bem. De coração. De energia. Por inteiro.

Talvez você nunca leia isso, mas sei que leva em ti um pouco de mim. E essa mínima dose de mim é o suficiente para que você nunca se sinta só, mesmo que isso nunca aconteça. Deus sabe o que faz. Se cuida.

Com amor,

Flor.

Sobre bebidas quentes e queimaduras

26 jul

00000

Era uma sexta feira a noite. Ela estava silenciosa, sentia frio. Estava agarrada ao seu edredom e sua xícara ao lado, na cabeceira. Tinha um olhar misterioso e perdido. Piscava pouco. Pensava muito. Decidiu beber um gole da sua bebida, mas já estava fria. Vestiu o roupão e foi até a cozinha, despejou a bebida no bule e a aqueceu no fogão.

Sentou-se no banco da cozinha, ainda séria e silenciosa. Com um leve toque, mexeu nos cabelos e apoiou sua mão no queixo e o cotovelo na mesa. Tinha o olhar fixo em um só ponto. Esperou cinco minutos e desligou o fogo. Despejou novamente a bebida na xícara e bebeu um gole. Se queimou, pois estava muito quente e a bebida já não tinha o mesmo gosto bom de antes. E de seus olhos escorreram lágrimas que foram logo limpadas com as próprias mãos.

Sem pensar, jogou a bebida quente na pia e lavou a xícara. Estava pronta para outras bebidas. Mais mornas, mais gostosas, novas, frescas. Ela deu uma risada abafada. Estava sozinha. Sentiu um alívio por isso. Voltou para o quarto, deitou-se, desligou o abajur e tentou dormir. O dia de amanhã estava chegando e, por mais sensível que ela fosse, a queimadura iria sarar.

“Amor Não Se Pede” – Por Tati Bernardi

25 jun

iloveyou

“Se implorar resolvesse, não me importaria. De joelhos, no milho, em espinhos, agachada, com o cofrinho aparecendo. Uma loucura qualquer, se ajudasse, eu faria com o maior prazer. Do ridículo ao medo: pularia pelada de bungee jump. Chorar, se desse resultado, eu acabaria com a seca de qualquer Estado, de qualquer espírito. Mas amor não se pede, imagine só. Ei, seu tonto, será que você não pode me olhar com olhos de devoção porque eu estou aqui quase esmagada com sua presença? Não, não dá pra dizer isso. Ei, seu velho, será que você pode me abraçar como se estivéssemos caindo de uma ponte porque eu estou aqui sem chão com sua presença? Não, você não pode dizer isso. Ei, monstro do lixo, será que você pode me beijar como um beijo de final de filme porque eu estou aqui sem saliva, sem ar, sem vida com a sua presença? Definitivamente, não, melhor não. Amor não se pede, é uma pena. É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira. É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Um semblante altista de quem constrói sozinho sonhos. Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pro desgraçado e dizer: ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar e vir logo resolver meu problema? Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei. Raiva dele ter tirado o gosto do mousse de chocolate que você amava tanto. Raiva dele fazer você comer cinco mousses de chocolate seguidos pra ver se, em algum momento, o gosto volta. Raiva dele ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em ver crianças sorrindo, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar.

 Ele roubou sua leveza mas, por alguma razão, você está vazia. Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: ei, a vida é curta pra sofrer, volta, volta, volta. Porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem. É triste ver o Sol e não vê-lo se irritar porque seus olhos são claros demais, são tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ele, são tristes as noites que cumprem a promessa. É triste respirar sem sentir aquele cheiro que invade e você não olha de lado, aquele cheiro que acalma a busca. Aquele cheiro que dá vontade de transar pro resto da vida. É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz. Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto amargurado. É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer, implorar. É triste lembrar como eu ria com ele. Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa? Ele sabe, ele sabe.”

Se

28 maio

98856095Se a vida vira o seu pensamento pelo avesso, o que fazer então? E se a vontade louca de um sentimento adormecido voltar à tona? Se tropeçar algumas vezes, atrasar, perder a hora? Se não der certo? Se não houver fé suficiente? E se nada mais disso tiver jeito? E se o meu coração nunca se curar? E se o destino insistir em cruzar os nossos caminhos? E se não houver destino? E se a vida for esse eterno jogo de perguntas e incertezas? Se acomodar ou se entregar?

Então pensa pelo avesso mesmo. Acorda esse sentimento de vez! Levanta, corre contra o tempo; perca a hora, mas jamais perca o foco. Vai dar certo. Há fé de sobra. Se isso não tivesse mais jeito a vida perderia o sentido. Seu coração nunca vai se curar de amor. Não sei ao certo se há destino, mas cruzo os dedos para que ele continue cruzando os nossos caminhos, motivo de sobra para que eu acredite que há um. A vida é um ponto de interrogação. Se quisermos chegar onde desejamos, precisamos transformar e formular nossas frases (e nossa vida) com se para que ela não termine com interrogação, mas sim com um ponto final. A incerteza é o que nos move hoje, portanto chega de dúvidas: se entregue quantas vezes for preciso.

“Segui em Frente” – Por Thiego Novais

20 mar

137676700    “Hoje virei a página. Joguei todas as lembranças pela janela e as olhei caindo lentamente. Sendo levadas pelo vento em direção a outra pessoa. Não me dei conta o quanto seria difícil. Demorei, mas cai na realidade, pois vi coisas que procurei até encontrar. Vi que você está feliz, mais uma vez. Não existe motivos para esperar a incerteza, a escolha de alguém. Sim, isso é perder tempo. Não se dar a chance de ser feliz enquanto a outra pessoa nem lembra mais que você existe. Fui forçado a terminar o livro, a história.

Não posso falar que não tentei. Sempre dei pistas, falei mais alto que as outras pessoas, contei minhas histórias. Todas em vão. Todas sem ninguém para me ouvir. Foi uma semana difícil. Pensei muito antes de finalmente rasgar a sua foto. Mas fiz, hoje cedo rasguei em inúmeros pedaços. Foram pedaços tão pequenos que seus dentes, sua bochecha e seus olhos ficaram imperceptíveis. Você ficou irreconhecível. Mas tudo bem, sua foto estava lá, bem longe de meu campo visual. Longe do meu coração apertado.

Espero poder contar isso um dia para você, não como alguém que não conseguiu seguir em frente, mas ao menos ter a chance de lembrar mais uma vez o modo que você mexia no seu cabelo ou ria e não conseguia parar. Mas segui, segui em frente e acho que será assim a partir de hoje. Não olharei para trás. Ao invés disso, começarei a olhar mais para os lados e perceber que o passado não te traz nada novo. Nenhum sorriso, nenhum abraço. O passado te traz apenas momentos que passaram.

Começarei a olhar para o futuro, pois ele renova a esperança, faz a gente acreditar que nunca é tarde para esperar por alguém. E não, chega de pensar no seu abraço ou no seu sorriso quando conhecer alguém. Quero me entregar completamente ao amor. Me apaixonar outra vez e sentir algo novo. Chega de lembrar. É hora de fazer acontecer e nunca mais perder as lembranças. Só assim eu serei completamente feliz.”

Visitem o blog do Thiego Novais!

A hora é agora

19 fev

136997955    Tá na hora de juntar as ideias, os sentimentos e escrever. Tá na hora de ajeitar a vida, manter o foco, me dar a chance. Tô no horário pra tudo. Menos pra uma coisa: tô atrasada por você. É a única coisa que falta para os meus ponteiros voltarem a funcionar normalmente.

É que você  me atrasa mesmo. Sofro de atraso por você. Ou pela falta de você. Pela falta de um sim ou até mesmo de um não. O vácuo que você deixou diante dos meus sentimentos me desanimaram, me fizeram acreditar de que nada valeram os meus esforços.

Enquanto isso, tento fazer a mesma coisa que você está fazendo: se adiantando. Quero me adiantar, tirar o atraso. Mesmo sem você. Mesmo com o vácuo e o vazio que você deixou aqui. Vale lembrar que esse espaço não vai ser sempre seu, embora eu tenha a certeza de que um dia a gente vai se encontrar de novo. E espero eu, que nos encontremos a tempo.

“Sobre abrir mão e continuar sonhando” – Por Karine Rosa

14 fev

139239029

    Eu cansei. E por ter cansado, me dou o direito de saber a hora em que devo retirar minhas tropas, desistir e voltar pra casa consciente de que fiz o que pude. Não tenho paciência pra gente que acha que sabe o que se passa aqui dentro, nem vou dar o direito a ninguém de dizer o que eu posso ou não fazer. Quem tem o peito calejado de desilusões é que pode decidir a hora de parar para cicatrizar. É preciso entender que abrir mão de certos sonhos nem sempre é ser fraco. Às vezes a gente só precisa de um pouco de calma e de paz.
    Mas é que a gente fica tão obcecado pela porta fechada na cara que esquece de reparar nas janelas se abrindo. E deixei tantas oportunidades passarem por essa minha obsessão por ser alguém, e provar pra todo mundo que eu era capaz, que eu era predestinada a algo, que eu tinha capacidade de fazer valer todo o orgulho que sentiam de mim. Velha mania de só ser se acreditam que eu seja. E, no final do dia, eu me perguntava se eu acaba me provando algo nesse tempo também.
    Me provei que saber a hora de parar é um sinal de força tanto quanto aqueles que continuam. Sei que sonho nenhum vale o coração partido, nem a gastrite nervosa, nem as rugas nas cara por todas as lágrimas dos planos que não deram certo. Nem tudo posso, e é por não poder que mudo, que corro atrás do que me convém, que sei quando devo admitir a derrota e entrar em novas batalhas.
    Não, eu não sou fraca porque desisti. Sou forte por saber ser feliz com as minhas derrotas também. Por honrar meu suor e saber a hora de me dedicar a outra coisa. Sei bem até aonde minha saúde me permite ir, até que ponto meu coração aguenta. Aqui, ele não aguenta mais. Então, abaixo a cabeça, cumprimento a plateia e vou viver novas peças. Esse sonho eu deixo pra depois, talvez pra outra pessoa, talvez pra viver só na minha mente. E vou viver outros sonhos, porque parar de sonhar eu não paro.

Abrir mão é só uma parte da coisa toda. Ainda há muitos sonhos por aí…

Visitem o blog da Karine Rosa!

Trecho de O Pequeno Príncipe

4 fev

85042362   ”É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendido, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim, um recomeço.”

Antoine de Saint-Exupéry.

Cadê você?

9 jan

159108335 Demorei a ter forças para entrar nessa. Fui criando devagar, alimentando esse sentimento bom que tenho aqui. Até que um dia me convenci de que era melhor arriscar e não mais reprimir esse sentimento. E fui. E me venci. Me superei. Passei dos meus limites. Ouso até dizer que me prejudiquei. Por você.

Seria capaz de fazer bem mais se você permitisse, mas o seu silêncio me engole, me detona, me paralisa e até me magoa. E fico sem saber dar qualquer outro passo. Sem um sim, sem um não. Sequer um talvez. Estamos ligados de alguma forma e vai ver até sempre estivemos e nem sabemos… Não sei nem se um dia você estará lendo isso ou sabendo o que se passa aqui. Também não quero contar. Quero mostrar.

Antes dizia que se tivesse de ser eu a dar o primeiro passo, daria. E assim o fiz. Mas agora já não cabe mais a mim. Estou saindo dessa, com a mesma consciência de dever com a qual entrei. Porém, mais madura, mais forte, mais decidida e mais mulher.

E sabe de uma coisa? Se for mesmo pra ser, quem tem que dar muitos primeiros passos é você. E logo. Antes que me perca de vista no horizonte da vida. Ou me ganhe, quem sabe.