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Elizabeth Gilbert

9 jul

liz gilbert Depois de um tempinho sumida aqui do blog e, consequentemente sem posts, estou voltando para escrever sobre uma personalidade que tanto admiro e que é uma das minhas escritoras favoritas: Elizabeth Gilbert, ou simplesmente, Liz! Para quem não sabe, ela é americana, autora e narradora do livro Comer Rezar Amar (leia a resenha que escrevi deste livro clicando aqui!) e de alguns outros livros, como Comprometida A assinatura de todas as coisas, seu mais novo livro lançado.

Mas porque eu resolvi escrever sobre Liz Gilbert? Bom, primeiro pelo fato de eu ter AMADO o primeiro livro que li dela, o Comer Rezar Amar. E segundo porque a acompanho nas redes sociais e leio quase tudo que ela posta todos os dias. E são sempre textos reflexivos sobre coisas do dia-a-dia que envolvem sentimentos, comportamento e coisas da própria vida. Além de nos manter informados sobre os lançamentos de seus próximos livros e de como andam os seus trabalhos.

Liz é uma escritora transparente, que gosta de colocar a si própria e suas experiências vividas em tudo o que escreve. Uma prova disso, é o seu livro Comer Rezar Amar e a sua continuação, o Comprometida, ambos escritos em primeira pessoa. Os livros são todos baseados em fatos reais da vida dela. E posso dizer que são inspiradores, diga-se de passagem.

E é dessa inspiração e do seu contato quase diário com as pessoas que a acompanham nas redes sociais que vem a minha admiração não só pela escritora que ela é, mas pela mulher que ela mostra ser em todas as suas publicações: seja nos livros ou em redes sociais. Assuntos como: realizar os nossos planos, como se amar e se colocar em primeiro lugar em sua própria vida e como superar obstáculos são frequentes em seus textos, que são muitos deles até pedidos de leitores.

Gosto muito também do modo que ela escreve. Resulta numa leitura suave, sem dificuldade e rápida. Muito em breve estarei postando textos dela aqui! Visitem o site e conheçam mais sobre essa escritora que tanto admiro clicando aqui!

 

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Desapego (Post nº 100!)

19 mar

desapegoHoje simplesmente olhei para o que um dia me fez sofrer tanto. Juro que tentei sofrer de novo e não consegui. E ri. De mim mesma e desse estado de graça que é o desapego. Amadureci. Estou pronta para ouvir nãos sem desabar. Desapego não é esquecer. É lembrar, recordar, lidar diretamente e até conversar sobre. Mas sem cair uma lágrima sequer.

Compreendi que a gente se basta, sabe? Que somos completos a ponto de ser quem queremos. Que temos planos com nós mesmos e muitas vezes não cumprimos por estarmos apegados à coisas que não dependem da gente. Muito menos do nosso amor.

Mas a vida, principalmente a nossa, ah, essa depende de todo amor do mundo que podemos dar! Ela só tem sentido se houver amor… Portanto, entregue-se aos planos que criou para si mesmo. E tenha consciência de que todo sofrimento é passageiro. A não ser que você entregue sua vida a ele. Dedique-se aos planos totalmente, fazendo tudo com todo amor que puder. O resultado virá na mesma proporção e o desapego é uma consequência que aparece para aquelas pessoas que aprenderam a ser completas da forma que são. Independentes sentimentalmente. Que se bastam.

E isso é tudo para quem um dia achou que não seria mais nada.

Um punhado de sal

1 jan

sal_grosso

“O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.

– Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.

– Ruim. – disse o jovem sem pensar duas vezes.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse junto com ele ao lago. Os dois caminharam em silêncio, e quando chegaram lá o mestre mandou que o jovem jogasse o sal no lago. O jovem então fez como o mestre disse.

Logo após o velho disse:

– Beba um pouco dessa água.

O jovem assim o fez e enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:

– Qual é o gosto?

– Bom! – o jovem disse sem pestanejar.

– Você sente o gosto do sal? – perguntou o Mestre.

– Não. – disse o jovem.

O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:

A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem em detrimento ao que ao que você perdeu. Em outras palavras: É deixar de ser copo, para tornar-se um Lago.”

(Autor Desconhecido)

Desejos de ano novo – Por Carlos Drummond de Andrade

31 dez

E que comece um ano lindo e de muito bom trabalho!

drummond

Para ler ouvindo: 

“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.


Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente.

Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. 
A esperança renovada.

Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir, todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente para repassar o que realmente desejo a você. Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, rumo à sua felicidade!”

Comer Rezar Amar

25 nov

blogcomerrezaramar

Esse livro é simplesmente apaixonante! Antes de tudo me encantou pelo fato de não ser uma ficção e sim uma história real, vivida e contada lindamente pela própria escritora, a Elizabeth Gilbert. O livro traz muitas reflexões e inspira muita determinação, coragem e superação, em seus mais diversos aspectos. Depois do seu triste divórcio, Liz decide embarcar numa viagem de um ano em busca de Deus e de seu próprio Eu. Comer Rezar Amar nada mais é que relatos dessa viagem que ilustra momentos de plenitude, paz, luz e intensidade.

Uma das primeiras coisas a se  refletir neste livro é sobre mudança. Muitos de nós estamos acomodados com as nossas respectivas situações no momento e temos um desejo enorme de mudança, mas não temos coragem de sair da zona de conforto. Seja por medo de mudar e se arrepender, de arriscar alguma coisa, medo de possíveis perdas. De fato é difícil encarar um desejo como esse, muitos até nem identificam esse desejo em suas vidas conturbadas. E é admirável a forma como Elizabeth tem a coragem de mudar a sua vida de cabeça para baixo, encarar os seus desejos e, mais importante ainda, assumi-los. E então, começa a sua viagem passando 4 meses em Roma, para aprender italiano e se deliciar com a culinária impecável que só a Itália oferece.

Logo depois, Liz passa um tempo na Índia, no ashram da sua guru, que conheceu durante um de seus retiros em Nova York. No ashram, ela meditou e encontrou Deus através do autoconhecimento. Lá, viveu momentos muito intensos e descreveu cada um deles de uma maneira muito bonita e comovente. E neste local, uma Liz ainda atordoada com os últimos acontecimentos de sua vida de assuntos mal resolvidos conseguiu fazer uma limpeza interior. E disse que “isso não é apenas possível, é essencial”. Mais uma reflexão se faz presente nesse livro: Deus está em nós.

Ainda na Índia, Elizabeth fala muito acerca de contentamentoequilíbrio. Uma coisa interessante sobre o livro é a forma em que foi organizado. Os capítulos, os três lugares (Itália, Índia e Indonésia), as 108 contas do japa mala (108 é multiplo de 3)… Tudo forma uma tríade. E todo mundo sabe (ou deveria saber) que o número três é o símbolo do equilíbrio supremo. Portanto, seu livro possui 108 capítulos, é dividido em 3 partes, com 36 capítulos cada. Perfeito!

E então, seu próximo destino é Bali, na Indonésia, onde dois anos antes conheceu um xamã que leu sua mão e disse que ela voltaria a Bali algum dia, o ajudaria no inglês e ele a ensinaria tudo o que sabe. E assim foi feito. De volta a Bali, Liz conhece pessoas inesquecíveis que mudam a sua vida completamente de uma forma totalmente positiva. Além de viver momentos verdadeiros e intensos com o seu novo amor (e ele é brasileiro!!). Uma das coisas mais interessantes sobre os seus relatos em Bali, foi a definição do xamã Ketut Liyer para céuinferno. Para ele, ambos são o mesmo lugar. O que muda é a forma como chegamos lá, ou seja, o céu e inferno na verdade se diferem na caminhada.

Com certeza esse é um dos melhores livros que já li. Estou ansiosa para ler a sua continuação, que é o livro “Comprometida”. Breve terá resenha por aqui! Livro maravilhoso, escritora impecável e conteúdo envolvente. Indico sem pensar duas vezes! Boa leitura!

Tem filme!!

Assisti ao filme e gostei muito, embora (lóóógico) não se compara à riqueza do livro. Mas vale muito a pena assistir! A atriz que faz Liz é ninguém mais ninguém menos que Julia Roberts! Vejam o trailer abaixo:

resenhaa

Fortaleza Digital

21 out

fortaleza digital

Li esse livro há algumas semanas, embora o tenha há quase dois anos. Adoro os livros de Dan Brown e posso dizer sem medo que eles são todos com aquele mesmo estilo: narrativa ótima e boa de acompanhar, conteúdo inteligentíssimo e fruto de muita pesquisa, muito detalhado e as histórias em si muito envolventes. Mas vamos nos ater a Fortaleza Digital!

O livro foi lançado em 1998 e é a primeira obra do autor! O exemplar que li foi da Editora Arqueiro e tem 320 páginas de uma narrativa super envolvente. Susan Fletcher, uma matemática muito inteligente que trabalha para a Agência de Segurança Nacional Americana se depara com um grande problema que ameaça a agência em que ela trabalha e pode revelar grandes segredos que envolvem a segurança nacional dos Estados Unidos.

Um grande e poderoso computador capaz decodificar qualquer tipo de mensagem se depara com um código inquebrável, chamado Fortaleza Digital, que é construído por um ex-funcionário da agência, a fim de destruir as atividades da agência e revelar os seus segredos. A agência está ameaçada e, consequentemente, a segurança nacional.

É nesse enredo que a história se dá, com muito suspense e surpresas ao longo da narrativa! Como todos os livros de Dan Brown, indico! Esse é especial, pois é o seu primeiro livro, o abre-alas! A estreia de um escritor fantástico e inteligente. Vale a pena a leitura, se você é fã de Dan Brown, ou simplesmente um bookaholic como eu! haha 😀

resenhaa

Manual dos Jovens Estressados – Mas muito inteligentes

7 out

AugustoCuryManual dos Jovens Estressados é um livro muito interessante, com uma escrita muito dinâmica! O narrador é o seu próprio autor, o Dr. Augusto Cury, e sua narrativa parece um longo e bom bate-papo com o leitor: o jovem estressado do século XXI. Ao longo das 176 páginas deste livro publicado pela editora Planeta do Brasil (exemplar que li emprestado de um amigo, muito obrigada Rafa!!), posso dizer que aprendi muito com esse manual, desde como lidar com o estresse em si até como me comportar diante de situações que podem se tornar barreiras e comprometer muitos aspectos de nossas vidas. Em outras palavras: um livro para refletir (e muito!).

O “bate-papo” no livro não é comandado somente pelo autor. Ele chama um convidado fictício que vai ajudá-lo a construir esse manual tão útil para todos os jovens: o ilustríssimo professor Einstresse, ou iEstresse, como ele prefere ser chamado! Muitos assuntos vêm à tona através do bate-papo super bem-humorado e engraçado, que torna a leitura bem descontraída e leve.

Na sociedade em que vivemos, de muita correria, rotinas malucas e tudo mais, somos tomados e possuídos com um comodismo que não é saudável. E isso acaba sendo um tipo de barreira para a vida de muitas pessoas. “Há pessoas que se deixam ser aprisionadas em sociedades livres”“Muitos jovens não viram nada na vida não porque não tem grande potencial, mas porque não saem da zona de conforto”: foram frases que me fizeram refletir bastante acerca de como a sociedade em que vivemos suga possíveis mentes pensantes, críticas e até mesmo gênios que deixam de desenvolver suas habilidades, ficando presos à própria sociedade em que vivem. Aprendemos a como lidar com isso nesse manual! (Fica a dica haha :D)

Ok, vamos supor que agora saímos da zona de conforto e vamos à luta, conquistar nossos objetivos! Parece tudo muito simples, mas não é. Falar que é muito simples. Para chegar onde queremos, teremos que enfrentar algumas dificuldades no caminho. Muitos se perdem aí. Ficam frustrados com o primeiro obstáculo que encontram. O professor iEstresse conta alguns casos e nos motiva a enfrentar os obstáculos e nos orienta a lidar com eles! “Quem vence sem riscos, vence sem glórias”.  É ou não é? E de acordo com minhas convicções, tudo o que vem fácil, vai fácil.

Durante o livro, temos a oportunidade de saber um pouco da história do Dr. Cury e saber que para ser o que ele é hoje, passou por muitas dificuldades, recebeu muitos nãos, mas mesmo assim persistiu e venceu. E esse livro e tantos outros que ele escreveu são a prova disso!

Descobri e refleti também que nem tudo vai dar sempre certo em nossa vida. Mas tem certas coisas que não dariam certo se um dia algo não tivesse saído errado… E uma frase que me tocou nesse livro e a qual encerro essa resenha é a seguinte: “é possível escrever os capítulos mais belos de nossas vidas quando tudo dá errado”. De fato! Mais uma personalidade que me inspira, Dr. Augusto Cury: um ícone da escrita e da medicina, minhas duas paixões de vida.

resenhaa

Um Brinde de Cianureto

23 set

um brinde de cianuretoVou começar dizendo que Um Brinde de Cianureto não é um dos meus livros favoritos da autora, mas é um livro bom, com uma narrativa interessante e que prende o leitor. A leitura é bem rápida e a história em si é muito criativa (lóoogico, escrita pela Agatha!!). O livro foi publicado em 1944, o exemplar que li foi da L&PM Pocket, é um livro de bolso e tem 253 páginas.

Vamos a história: tudo começa com a morte da invejável Rosemary em sua festa de aniversário, na vista de todos os seus convidados. Causa da morte: sua taça de champanhe estava envenenada com cianureto. Na ocasião, tudo indica suicídio, mas ao longo da narrativa, muitas evidências vão levando o leitor e as próprias personagens a acharem que não.

O fato curioso é que a maioria das pessoas com quem Rosemary convivia e que, algumas delas, estavam presentes em sua festa de aniversário, teriam muitos motivos para querer eliminá-la. Ela sempre foi uma mulher muito atraente, bonita. Era rica, dona de uma herança muito generosa deixada pelo seu padrinho. Há muitos outros motivos pelo qual algumas pessoas gostariam de eliminar Rosemary, mas que você leitor só vai poder saber através da própria história (sou totalmente contra spoilers!!)

O desfecho é inesperado, embora eu não tenha achado tão surpreendente assim. Na humilde opinião de uma leitora assídua (e sincera) da Agatha Christie, indico o livro pra você que quer ler algo legal rápido (numa viagem, espera de voo no aeroporto, ler algo na sala de espera, etc… rs), sem maiores pretensões. Leitura maravilhosa de acompanhar, história criativa e narrativa belíssima como só Agatha Christie consegue. Indico! 🙂

resenhaa

A Maior Aflição de Todas – Por Liliane Prata

20 set

93716512“Foi assim: eu estava esperando um telefonema, e o telefonema não vinha, e eu ia ficando cada vez mais aflita. Era uma resposta que eu estava esperando, uma resposta do tipo sim ou não. Não era nada que causaria um, digamos, impacto incomensurável em toda a minha existência, mas certamente era algo que causava um impacto naquele meu dia e talvez num bom punhado de dias seguintes, e era algo que, com certeza, causava em mim enorme aflição.

Lendo o jornal desorganizado à minha frente e tomando xícaras e xícaras de chá, eu tentava compensar o telefonema que não vinha. Estava num café, celular na mesa, controlado por meus olhos como se pudesse fugir a qualquer instante. Às vezes, eu levantava os olhos do jornal e observava as pessoas à minha frente, cada uma com suas próprias xícaras e aflições. E então acabei pensando naquela que talvez seja a maior aflição de todas.

Geralmente, quando alguém está esperando uma resposta importante – se a promoção vai vir ou não, se foi aprovado ou reprovado no exame, se é sim ou não, um ou dez, amanhã ou só mês que vem… Se alguém está esperando uma resposta importante, geralmente a pessoa diz que quer saber logo a resposta. Melhor se a resposta for boa, mas se for ruim, que seja: ruim mesmo é a tortura do não saber. Lembro de uma amiga que desconfiava que o namorado iria terminar tudo – de manhã, ele tinha anunciado uma conversa misteriosa à noite, e essa amiga, coitada, passou o dia sem fazer nada direito. No fim da tarde, já exausta, desabafou: “Me liga logo e termina! Não aguento mais!”

A ironia é que viver é não saber. Quer dizer, saber um punhado de coisas, mas não saber outro punhado. Para começar, as coisas mais básicas: por que viemos e para onde vamos. O que fazemos aqui. Se tem algum sentido regendo essa loucura toda.

Queremos que nosso telefone toque com todas as respostas, mas só nos resta a aflição de seguir no silêncio. São questões que talvez sejam respondidas satisfatoriamente daqui a alguns séculos, ou talvez o mundo acabe sem que sejam. Há, claro, os que dizem ter visões, ouvir coisas, sentir coisas, saber das coisas. Esses têm sorte. O resto precisa se contentar com a ignorância – ou, no auge da aflição, com respostas enfiadas à força no lugar das perguntas. O que importa é encerrar o mistério.

No café, volto meu olhar para o celular, e então para o jornal, mas não estou lendo mais – agora, penso em Irmãos Karamazov: “Temos diante de nós um mistério que não podemos apreender. E, justo por ser um mistério, tivemos o direito de pregá-lo, de ensinar ao povo que o que importa não é a liberdade nem o amor, mas o enigma, o segredo, o mistério diante do qual eles devem se curvar”.

Mas quem se curva ao mistério? Certamente, não os fanáticos religiosos. Nem os céticos convictos. Nem os intolerantes de nenhuma espécie: esses têm respostas para tudo. De modo geral, a humanidade não se curva. Quer saber. Precisa saber. Pois como se organizar sem saber? Como prender, soltar, ordenar, classificar, deferir, indeferir… Sem saber?

É possível?

Naquele instante, no café, tentando bobamente resolver em mim todos os dilemas do mundo, penso que sim, é possível. Que podemos, independentemente da nossa fé pessoal, encontrar um sentido para a vida na própria vida. Que as regras não precisam ter um fundamento transcendente e tudo bem. Tomo mais um gole do meu chá e meus pensamentos mudam de rumo: agora penso que bom seria se só as questões metafísicas não tivessem uma resposta…

No dia a dia, entre tirar dinheiro no banco, resolver pendências e trabalhar, a metafísica acaba mesmo sendo esquecida e vivemos como se não fôssemos morrer. Resta-nos o mundo físico, mas esse também está tomado pelo não saber: tomamos uma decisão hoje e não sabemos se a consequência será a que desejamos, encerramos relacionamentos e empregos, largamos tudo, recomeçamos tudo… Sem nunca sabermos onde vai dar, sem nunca ter garantias. Cruzamos a próxima esquina sem saber o que nos espera, dormimos sem saber como vamos acordar, nosso pâncreas está funcionando perfeitamente hoje, mas e amanhã? Mesmo a mais racional das decisões acaba sendo um tiro no escuro, como todas as outras: quem nunca fez tudo como deveria ser feito e não deu em nada?

Viver é mesmo muito perigoso. Assustador. Exige coragem. Penso mais uma vez na minha amiga, a que preferia uma resposta ruim ao não saber. Mas é preferível não viver, ou não viver de verdade, a conviver com o peso do não saber? Penso que não. Suspiro, tentando frear meus devaneios. À minha frente, a xícara de chá quase vazia: é hora de pedir outro. Ao lado dela, o telefone que não toca.”

Visitem o blog da Liliane Prata!

A Menina Que Roubava Livros

16 set

a menina q roubava livros    Confesso que fiz duas tentativas de ler esse livro há 5 anos. Nas duas tentativas, o abandonei. E só há 2 semanas resolvi pegá-lo novamente e decidi ler até a última página. Resultado: terminei de ler ontem e já considero A Menina Que Roubava Livros um dos meus favoritos! Escrito por Markus Zusak, o livro foi lançado em 2006, li o exemplar em português mesmo, publicado pela editora Intrínseca, com 479 páginas.

O livro tem uma narradora muito curiosa e diferente dos demais livros. É ninguém mais ninguém menos que a Morte. O contexto histórico do livro é o da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, na ascensão do Führer. Em meio a tanta destruição em massa, de lares e de vidas, a própria Morte resolve parar um pouco o seu trabalho para contar uma história fascinante sobre como as palavras destroem e como elas salvam. A narrativa começa com a garotinha de 10 anos Liesel Meminger, que vai morar com pais de criação, na cidade fictícia de Molching, na Rua Himmel onde viverá alguns anos mais intensos de sua vida.

A roubadora de livros faz o seu primeiro furto quando ainda nem sabe ler. Ao saber do tal livro, seu pai de criação, Hans Hubberman, resolveu ensiná-la a ler e escrever. E, desta maneira, Liesel foi salva. E salvou. De todas as maneiras inimagináveis. Quem leu, sabe exatamente do que estou falando. Quem ainda não leu, garanto que vale a pena descobrir o por que!

O livro é grande, a história é bem detalhada e contada com os destaques devidamente feitos pela narradora. O que mais me encantou no livro foi a paixão de Liesel pelas palavras. Foi como ela percebeu que as palavras podem causar guerras, matar pessoas, destruir lares. E, no fim das contas, paradoxalmente ou não (depende do seu ponto de vista) Liesel é salva pelas palavras. Tem coisa mais linda para uma pessoa que escreve do que um livro com uma mensagem dessa? Rs 😀

A maneira com que Liesel é impulsiva, diz e faz o que dá vontade, me encantou e me inspirou muita coragem. Faço das palavras dela, as minhas em muitas ocasiões de minha vida: Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usados direito. Eu também, Liesel… Eu também.

Se você tem paciência (pois o livro é muuito grande) e está muito curioso pra ler o livro, eu super indico! Vale muitíssimo a pena, é uma preciosidade do mundo literário, na minha humilde opinião. Boa leitura! 🙂

EM JANEIRO NOS CINEMAS!!

Um dos motivos que me levaram a pegar esse livro novamente para ler foi o de que vai estrear nos cinemas o filme no dia 31 de janeiro de 2014!! O trailer está muito legal e o filme promete ser muito bom! Assim espero! Confiram o trailer abaixo:

resenhaa