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Morte Súbita

11 jul

   Esse post NÃO tem spoilers!

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Primeiríssima coisa: se você acha que esse livro vai ter algo parecido com Harry Potter, está totalmente enganado! JK Rowling inovou seu gênero de escrita para algo completamente real. É um livro que eu, particularmente, encaixaria na categoria drama. A própria escritora define Morte Súbita como sendo “uma grande história sobre uma cidade pequena”. E, de fato, é isso!

Morte Súbita é um livro com 512 páginas e tem uma narrativa bem lenta, consequência de vários núcleos familiares e muitos personagens a serem apresentados aos poucos. No início você pode se sentir bem perdido na leitura e pensar: Quem é esse? E quem é aquele mesmo? O ruim disso é que você acaba perdendo aquela vontade de ler o livro todo de vez, pois a cada capítulo é contado um acontecimento sobre cada núcleo familiar. O bom é que depois você vai se acostumando com os personagens e sabendo as relações que cada núcleo tem com os demais e aí sim, a leitura vai ficando mais envolvente (mas isso é depois da metade do livro)!

O livro é reflexo de uma realidade mundana: intrigas familiares, corrupção, traição, problemas com drogas, estupro, morte. Mas também tem aquele doce toque que a JK Rowling sempre deixa em suas obras: o amor. A história toda começa com a morte de um dos membros do Conselho Distrital de Pagford (a pequena cidade), o Barry Fairbrother. Todos os núcleos familiares do livro tem uma ligação com a morte do Barry e a sua vaga deixada. Para quem não sabe, o título original do livro é Casual Vacancy (Vaga Casual), que eu acho que faz bem mais sentido que o título que foi adotado em português. Afinal, a tal vaga casual não se restringe apenas à vaga que o Barry Fairbrother deixou, mas sim com espaços vazios, algo que não está completo e que se encaixa perfeitamente nas histórias de cada núcleo familiar do livro.

E ao terminar de ler (quando menos se espera), depois que se acostuma com todos aqueles personagens e suas vidas, histórias e casos, você se sente vazio. Como se alguma coisa estivesse faltando naquela história. A vaga casual atingiu você também! Achei isso um dos pontos mais geniais do livro!

Se você estiver disposto a encarar essa leitura lenta, curte a escrita de JK Rowling e quer mesmo saber o que acontece nessa cidadezinha no livro, indico a leitura! Mas não espere muita coisa, afinal é uma história que retrata a realidade. Boa leitura!

resenhaa

Os Contos de Beedle, O Bardo

1 fev

IMG_0152    Esse é pra quem é fã de Harry Potter! Sem mais. Pra quem leu os livros, gostou e admira muito a história de Harry, é uma leitura mais que obrigatória! Escrito por JK Rowling, os contos bruxos vêm acompanhados de comentários de Alvo Dumbledore que o enriquecem e abrem os olhos de quem lê para novos horizontes, no mesmo conto. Ou seja, você enxerga com outros olhos aquilo que foi lido. Mas o que importa, de fato, é o valor que cada conto passa a cada leitor. Independente de gostar de Harry Potter, recomendo a leitura, pois vale muito a pena: os contos são lindos, criativos e passam valores de vida incríveis.

Aqui no nosso “mundo dos trouxas” nos impressionamos muito com contos que têm alguma magia por trás de cada gesto heróico. E lendo os contos bruxos nesse livro percebi que os que mais gostei, nada de magia precisavam para exaltar seus valores. Muito pelo contrário! E, ainda assim, foram brilhantes! No conto A Fonte da Sorte, o meu preferido diga-se de passagem, de nada adiantou varinhas, feitiços e poções. Está tudo dentro de cada ser humano, de cada coração que bate no mundo. É o que mais importa.

    O Conto dos Três Irmãos, que é o que aparece no livro Harry Potter e as Relíquias da Morte, tem uma sabedoria fantástica e mostra como nós seres humanos temos um pendor para escolher o que nos faz mal, palavras essas de Alvo Dumbledore em seus sábios comentários.

Destaquei dois contos, pois foram os que mais me marcaram. Os outros são maravilhosos e não penso duas vezes em indicar também! Os Contos de Beedle, O Bardo é um livro fininho, que pode ser lido até em meia hora e quantas vezes quiser. Não enjoa! E é sempre bom ler e perceber o livro com outros olhos, a mente mais fresca, mais madura.

Vale destacar que o livro foi publicado em 2008 e todo o dinheiro arrecadado com as vendas tiveram um destino tão nobre quanto os valores passados pelos contos de Beedle: foram destinados à Children’s High Level Group, uma instituição co-fundada pela JK Rowling destinada ao auxílio de crianças. Autora brilhante, livro leve e boa leitura garantida. Mais que recomendado!