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O Lado Bom da Vida

30 dez

IMG_3041    Vou começar essa resenha dizendo que esse livro é muuuuito lindo! Sério, quando terminei de ler, fechei o livro e quase que instantaneamente abri na última página, li novamente, fechei o livro e pensei: QUE LINDO! Confesso que já li a última página outras vezes e talvez eu nunca me canse de ler pois o que está escrito ali soa tão, mas tão verdadeiro que enobrece totalmente não só a minha leitura, mas como minha vida. Talvez nem todo mundo que leu ou vai ler tenha essa sensibilidade minha, mas sou desse tipo de leitora que joga e capta todos os sentimentos que estão nas palavras. Sou uma personagem observadora e crítica totalmente envolvida em todos os casos. Fazer o que, né? Mas ainda assim, mesmo que você não seja esse tipo de leitor(a), vai achar o livro LINDO!

Depois de um parágrafo só para dizer que o livro é lindo, vamos para a resenha propriamente dita: Matthew Quick, o autor, foi muito feliz em criar a história deste livro (que é um romance) pois, na minha humilde opinião, do início ao fim tudo é bem realístico. O que quero dizer é que não tem aquela coisa melodramática e está muito longe de ser aquele romance fantasioso tipo felizes-para-sempre ou te-vi-a-primeira-vez-e-já-te-amo-para-sempre. Bleeehh!! Não mesmo. Pat Peoples é um homem com problemas mentais e que não consegue esquecer ou superar o fim do seu casamento. Tudo ainda lembra Nikki, sua ex-mulher, e ele não perde as esperanças de voltar com ela. Nesse meio tempo, conhece Tiffany, uma jovem viúva que tem uma vida totalmente conturbada e acaba se aproximando de Pat. Os dois se tornam grandes amigos, confidentes e companheiros!

Não posso contar mais da história, pois além de eu detestar spoilers, a graça se vai, né? Mas algumas coisas me marcaram muito como algumas reflexões feitas pelo Cliff, o terapeuta do Pat. Outra coisa maravilhosa foi o concurso de dança que o Pat e a Tiffany participaram. Foi descrito com a maior beleza e foi como se eu pudesse ver com os meus próprios olhos a linda apresentação deles!

Tem também a parte chata, confesso: a parte dos jogos de futebol americano. Não todas, mas muitas descrições técnicas e passes de futebol que eu realmente não entendo e nem me interesso, sabe? Mas li tudo e não pulei nenhuma parte, pois vai que eu perco algo interessante no meio da jogada? Rs.

E enfim, o que mais me encantou nesse livro além do lado realístico foi a forma verdadeira por trás do narrador (que é o próprio Pat). A escrita do Pat através do autor, soou uma verdade e sinceridade absurdamente inocentes e admiráveis. E isso torna o livro LINDO! Indico sem pensar duas vezes ao público jovem-adulto e adulto. Boa leitura! 😀

TEM O FILME! 

Pior adaptação de livro para o cinema que eu já vi.

DECEPCIONANTE!!  É tudo completamente diferente da história real (tipo: MUITO DIFERENTE!), simplesmente uma decepção. Tiraram a essência do livro. Nem acredito que pude ver isso até o fim. Mas aí está o link do trailer, não pude deixar de colocar aqui, já que o filme é bem famoso. Desculpa se alguém acha o contrário, mas tive que ser sincera. O filme tinha tudo para ser bom (os atores são fantásticos) e tem algumas cenas hilárias, mas… não… Definitivamente não. 😦

resenhaa

Poliana / Poliana moça

5 nov

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Poliana foi um dos livros mais marcantes da minha vida, pois li ainda muito novinha, tinha apenas 10 anos. Um pouco mais tarde, li Poliana Moça. Muitos encaixam esses dois livros na categoria infanto-juvenil, mas eu indico para todas as idades pelo conteúdo de reflexão que vem ao longo da narrativa que mostra a história da menina Poliana.

Poliana é uma garotinha órfã que vai morar na casa da tia, uma mulher muito mal-humorada e que a tratava com muita indiferença. Ela é uma menina muito cativante, que com toda dificuldade que tem de enfrentar na vida, ela tem uma estratégia que aprendeu com seu pai, o jogo do contente, que nada mais é que encontrar em cada obstáculo uma coisa boa. Poliana tornou-se uma terapia para as pessoas que precisavam de um incentivo para continuar a viver.

Só com o jogo do contente, podemos tirar uma lição de vida enorme: todo obstáculo, dificuldade, momentos ruins, todos tem o seu lado bom. Para que enxerguemos isto, precisamos preparar o nosso coração para que seja possível a visualização das coisas boas e não deixar passar nada. Poliana é um exemplo de inspiração!

No livro Poliana Moça, a adolescente Poliana continua a visitar pessoas e ensinar-lhes o jogo do contente. Além de lidar com os conflitos da própria adolescência. A sua autora, Eleanor H. Porter, que publicou o primeiro livro em 1934, foi muito feliz em sua história que inspira muitas pessoas até hoje.

Livro fininho, leitura rápida e encantadora! Vale a pena, de verdade! Boa leitura! 😀

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Um Brinde de Cianureto

23 set

um brinde de cianuretoVou começar dizendo que Um Brinde de Cianureto não é um dos meus livros favoritos da autora, mas é um livro bom, com uma narrativa interessante e que prende o leitor. A leitura é bem rápida e a história em si é muito criativa (lóoogico, escrita pela Agatha!!). O livro foi publicado em 1944, o exemplar que li foi da L&PM Pocket, é um livro de bolso e tem 253 páginas.

Vamos a história: tudo começa com a morte da invejável Rosemary em sua festa de aniversário, na vista de todos os seus convidados. Causa da morte: sua taça de champanhe estava envenenada com cianureto. Na ocasião, tudo indica suicídio, mas ao longo da narrativa, muitas evidências vão levando o leitor e as próprias personagens a acharem que não.

O fato curioso é que a maioria das pessoas com quem Rosemary convivia e que, algumas delas, estavam presentes em sua festa de aniversário, teriam muitos motivos para querer eliminá-la. Ela sempre foi uma mulher muito atraente, bonita. Era rica, dona de uma herança muito generosa deixada pelo seu padrinho. Há muitos outros motivos pelo qual algumas pessoas gostariam de eliminar Rosemary, mas que você leitor só vai poder saber através da própria história (sou totalmente contra spoilers!!)

O desfecho é inesperado, embora eu não tenha achado tão surpreendente assim. Na humilde opinião de uma leitora assídua (e sincera) da Agatha Christie, indico o livro pra você que quer ler algo legal rápido (numa viagem, espera de voo no aeroporto, ler algo na sala de espera, etc… rs), sem maiores pretensões. Leitura maravilhosa de acompanhar, história criativa e narrativa belíssima como só Agatha Christie consegue. Indico! 🙂

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A Menina Que Roubava Livros

16 set

a menina q roubava livros    Confesso que fiz duas tentativas de ler esse livro há 5 anos. Nas duas tentativas, o abandonei. E só há 2 semanas resolvi pegá-lo novamente e decidi ler até a última página. Resultado: terminei de ler ontem e já considero A Menina Que Roubava Livros um dos meus favoritos! Escrito por Markus Zusak, o livro foi lançado em 2006, li o exemplar em português mesmo, publicado pela editora Intrínseca, com 479 páginas.

O livro tem uma narradora muito curiosa e diferente dos demais livros. É ninguém mais ninguém menos que a Morte. O contexto histórico do livro é o da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, na ascensão do Führer. Em meio a tanta destruição em massa, de lares e de vidas, a própria Morte resolve parar um pouco o seu trabalho para contar uma história fascinante sobre como as palavras destroem e como elas salvam. A narrativa começa com a garotinha de 10 anos Liesel Meminger, que vai morar com pais de criação, na cidade fictícia de Molching, na Rua Himmel onde viverá alguns anos mais intensos de sua vida.

A roubadora de livros faz o seu primeiro furto quando ainda nem sabe ler. Ao saber do tal livro, seu pai de criação, Hans Hubberman, resolveu ensiná-la a ler e escrever. E, desta maneira, Liesel foi salva. E salvou. De todas as maneiras inimagináveis. Quem leu, sabe exatamente do que estou falando. Quem ainda não leu, garanto que vale a pena descobrir o por que!

O livro é grande, a história é bem detalhada e contada com os destaques devidamente feitos pela narradora. O que mais me encantou no livro foi a paixão de Liesel pelas palavras. Foi como ela percebeu que as palavras podem causar guerras, matar pessoas, destruir lares. E, no fim das contas, paradoxalmente ou não (depende do seu ponto de vista) Liesel é salva pelas palavras. Tem coisa mais linda para uma pessoa que escreve do que um livro com uma mensagem dessa? Rs 😀

A maneira com que Liesel é impulsiva, diz e faz o que dá vontade, me encantou e me inspirou muita coragem. Faço das palavras dela, as minhas em muitas ocasiões de minha vida: Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usados direito. Eu também, Liesel… Eu também.

Se você tem paciência (pois o livro é muuito grande) e está muito curioso pra ler o livro, eu super indico! Vale muitíssimo a pena, é uma preciosidade do mundo literário, na minha humilde opinião. Boa leitura! 🙂

EM JANEIRO NOS CINEMAS!!

Um dos motivos que me levaram a pegar esse livro novamente para ler foi o de que vai estrear nos cinemas o filme no dia 31 de janeiro de 2014!! O trailer está muito legal e o filme promete ser muito bom! Assim espero! Confiram o trailer abaixo:

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As Vantagens de Ser Invisível

9 set

 

as vantagens de ser invisível

Defino As Vantagens de Ser Invisível , de Stephen Chboscky, como um livro muito especial. Confesso que li e fiquei pensando: porque esse livro ficou tão famoso? É tão simples, bonito, mas como tantos outros livros… O segredo está na própria leitura, em como Charlie escreve seus pensamentos em cartas quase diárias e, principalmente, em como ele trata você, leitor, em como você se torna uma pessoa especial para ele só pelo fato de estar lendo seus desabafos e pensamentos.

Li o livro em português que ganhei de uma amiga muito querida (beijos, Lore!! Muito obrigada meesmo!) da Editora Rocco, com 223 páginas. É bem fininho e rapidinho de ler. A leitura é bem fácil e boa de acompanhar. Lendo as páginas do diário de Charlie eu ri, me emocionei, pensei, refleti. Sentimentos de medo e insegurança tomam conta do adolescente do ensino médio que de início tem você, leitor, como único amigo com quem ele pode desabafar.

Muitos de nós vamos nos identificar com o Charlie pois 100% dos seres humanos, acredito eu, são inseguros com alguma coisa relacionada ao próprio eu. No caso de Charlie, era a maneira em que ele estava inserido, como um completo invisível no meio em que vivia. Só observando, pensando e escrevendo. Sem alterar na-da naquele cenário. Durante a história, ele conhece seus dois melhores amigos, a Sam e o Patrick  que vão ajudá-lo e, porque não dizer, apresentá-lo a essa nova etapa de sua vida, a qual ele passa a participar e se tornar autor da própria história.

Charlie, muitas vezes, abria mão de seu próprio querer, de sua felicidade para assistir à do outro. Não lutava muito pelo que queria (talvez por não saber o que queria) e ficava satisfeito em ver o outro feliz, mesmo que para isso tivesse que sacrificar a sua própria felicidade. Mas será que isso vale a pena mesmo? Com o livro, aprendi que “você não pode apenas sentar lá e colocar a vida de todos a frente da sua e achar que soa como amor”. Pra mim isso faz todo sentido.

Além disso, refleti sobre a seguinte frase: “Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos”. Nunca havia parado pra pensar nisso. Quantas e quantas vezes deixamos de nos entregar e lutar por algo que achamos que não merecemos? Para mim isso é um limite que impomos a nós mesmos. Charlie ao longo de seu diário quebra esse padrão, esse limite ao se sentir infinito… Ao se tornar infinito.

Recomendo muito a leitura desse livro tão bonito e simples. Só aqueles que leem com o coração vão se sensibilizar com a escrita de Charlie e a vida que ele leva. Vale super a pena e é para todos os gostos! Mais ainda para o público YA (Young Adult) e para aqueles que amam ter o coração e a vida tocados por sentimentos e valores bonitos através de uma boa escrita.

E assim, Charlie e suas vantagens de ser invisível se tornaram especiais para mim. Agora somos infinitos.

OBA, TEM FILME!!

O filme baseado no livro foi lançado em 21 de setembro de 2012, produzido nos EUA e dirigido pelo próprio autor do livro, o Stephen Chboscky! Tem um elenco muito bom: Logan Lerman (Charlie), Emma Watson (Sam) e Ezra Miller (Patrick). O filme é LINDO, fiel ao livro e vale a pena ser assitido. Deixo aqui o trailer para quem não assistiu ainda, ficar com um gostinho de quero mais!

resenhaa

 

Tragédia em Três Atos

2 set

tragedia em tres atosUm dos melhores livros que já li! Entrou para os meus favoritos pelo final totalmente inesperado e surpreendente. Seu enredo envolvendo atores, teatro e romance tem o poder de cativar e prender o leitor numa leitura muito agradável e relativamente rápida. Agatha Christie, a autora, publicou Tragédia em Três Atos em 1935, o exemplar que li é da L&PM Pocket, é um livro de bolso e tem 255 páginas.

Como todos os livros da Agatha, esse envolve crimes. Entretanto, estes acontecem aparentemente sem motivo algum, o que leva o famoso e mais querido detetive da autora, Monsieur Hercule Poirot a ter uma certa dificuldade ao identificar a primeira morte como um assassinato de fato. Porque matariam o sr. Babbington, um velho clérigo que não tinha inimigos ou uma boa herança a beneficiar quem quer que seja? E como envenenaram a taça do pobre homem? Ou melhor, quem envenenou?

Muitas perguntas ainda surgirão no decorrer dos fatos a serem apresentados na narrativa, o que desperta a curiosidade do leitor que tenta descobrir o que está por trás das cortinas desse crime em cena. Agatha Christie pôs toda a sua genialidade no seu detetive que brilhantemente investiga esse caso e o encerra de uma forma sensasional.

Além disso, assisti o filme que é baseado no livro e foi ao ar em 2010 (é bem recente!). Estrelado por David Suchet, intérprete de Poirot, produzido nos Estados Unidos e com direção de Ashley Pearce. Vale a pena ser assistido (depois de ter lido o livro, tá? Rs) pois é muuuito fiel ao livro!

Tragédia Em Três Atos é um livro que não precisa ser muito descrito, precisa ser lido. Todo mundo merece a delícia de uma leitura como esta! Livro excelente, boa leitura, autora brilhante, história surpreendente. Não hesito em indicar! Fica a dica, boa leitura! 🙂

ASSISTA!

Eba! Achei o filme legendado no youtube e ele é dividido em 8 partes. Preciso mesmo dizer que vale a pena assistir? 😀

resenhaa

O Pequeno Príncipe – The Little Prince

26 ago

pequeno principe

[To read this review in english, click here!]

Defino O Pequeno Príncipe como uma história cheia de valores, boas metáforas, e um verdadeiro retrato mundano disfarçado de uma historinha fofa e cativante. Li o livro em inglês, da Collector’s Library, é bem pequeno e só tem 135 páginas. Como podem ver ao lado, é de capa dura e muito lindo, aquele livro para se ter na estante!

O livro é de Antoine De Saint-Exupery e foi publicado em 1943. Apesar de um pouco antigo, nos mostra que as preocupações humanas continuam as mesmas e, em sua maioria, voltadas para o seu próprio ego. O Pequeno Príncipe sai do seu mundo, que cuida com todo carinho e amor, para explorar e conhecer outros. Depois de visitar alguns, é indicado a conhecer um planeta muito interessante: o Planeta Terra. E ele foi.

Passado um tempo na Terra, encontra um piloto que teve que parar no deserto do Saara para consertar o seu avião. Completamente sozinho e espantado, o piloto vê o Pequeno Príncipe como uma criatura muito curiosa que ao longo da sua estada no deserto vai contar sobre as suas viagens e fazer o piloto refletir sobre muitos valores que eternizaram esta obra, como o amor, proteção e responsabilidade.

O Pequeno Príncipe é muito puro, ingênuo e traz em si uma personalidade questionadora e curiosa. Se importa e ensina o leitor a se importar com a simplicidade da vida, como as coisas e pessoas que cativou. Mostra que podemos ter uma flor e no mundo ter milhões de flores iguais a nossa. Mas o que faz com que a flor seja especial e única é o fato dela ser nossaYou become responsible, forever, for what you have tamed. Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativas. E por fim, é isso aí.

Ótimo livro, conteúdo singelo e lindo, narrativa fofa. É um livro para ser lido com o coração, pois só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. É aquele livro em que temos que ler pelo menos uma vez na vida. Super indico! Boa leitura! 😀

ASSISTA!

Assisti um curta baseado no livro e que é muuuito fofo e super fiel ao livro. É dividido em três partes e vale a pena assistir (até pra quem não leu o livro ainda!).

resenhaa

Morte Súbita

11 jul

   Esse post NÃO tem spoilers!

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Primeiríssima coisa: se você acha que esse livro vai ter algo parecido com Harry Potter, está totalmente enganado! JK Rowling inovou seu gênero de escrita para algo completamente real. É um livro que eu, particularmente, encaixaria na categoria drama. A própria escritora define Morte Súbita como sendo “uma grande história sobre uma cidade pequena”. E, de fato, é isso!

Morte Súbita é um livro com 512 páginas e tem uma narrativa bem lenta, consequência de vários núcleos familiares e muitos personagens a serem apresentados aos poucos. No início você pode se sentir bem perdido na leitura e pensar: Quem é esse? E quem é aquele mesmo? O ruim disso é que você acaba perdendo aquela vontade de ler o livro todo de vez, pois a cada capítulo é contado um acontecimento sobre cada núcleo familiar. O bom é que depois você vai se acostumando com os personagens e sabendo as relações que cada núcleo tem com os demais e aí sim, a leitura vai ficando mais envolvente (mas isso é depois da metade do livro)!

O livro é reflexo de uma realidade mundana: intrigas familiares, corrupção, traição, problemas com drogas, estupro, morte. Mas também tem aquele doce toque que a JK Rowling sempre deixa em suas obras: o amor. A história toda começa com a morte de um dos membros do Conselho Distrital de Pagford (a pequena cidade), o Barry Fairbrother. Todos os núcleos familiares do livro tem uma ligação com a morte do Barry e a sua vaga deixada. Para quem não sabe, o título original do livro é Casual Vacancy (Vaga Casual), que eu acho que faz bem mais sentido que o título que foi adotado em português. Afinal, a tal vaga casual não se restringe apenas à vaga que o Barry Fairbrother deixou, mas sim com espaços vazios, algo que não está completo e que se encaixa perfeitamente nas histórias de cada núcleo familiar do livro.

E ao terminar de ler (quando menos se espera), depois que se acostuma com todos aqueles personagens e suas vidas, histórias e casos, você se sente vazio. Como se alguma coisa estivesse faltando naquela história. A vaga casual atingiu você também! Achei isso um dos pontos mais geniais do livro!

Se você estiver disposto a encarar essa leitura lenta, curte a escrita de JK Rowling e quer mesmo saber o que acontece nessa cidadezinha no livro, indico a leitura! Mas não espere muita coisa, afinal é uma história que retrata a realidade. Boa leitura!

resenhaa

Assassinato No Expresso do Oriente + SORTEIO!!

6 jun

Esse post NÃO tem spoilers! (Ufa!)

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Quem me conhece ou acompanha o meu blog já sabe que a-do-ro Agatha Christie, né? Então, meu vício pelos livros de Agatha Christie começaram depois que eu li Assassinato no Expresso do Oriente. Publicado em 1974, é um livro fininho, a leitura é empolgante e quando você menos espera, acaba com um desfecho surpreendente!

O livro se passa em dezembro de 1935, numa viagem do Expresso do Oriente, onde o famoso detetive criado por Agatha Christie, Hercule Poirot, embarca por acaso num caso de assassinato que ocorrerá no trem. Na manhã seguinte ao embarque, um dos passageiros é encontrado morto em sua cabine com 12 facadas. O luxuoso trem teve que parar devido à tempestade intensa que enfrentava e, consequentemente atrasar a viagem. E o assassino estava entre os passageiros.

E adivinha quem vai coletar provas e investigar tudo? Monsieur Hercule Poirot! Durante a leitura, o leitor consegue pensar junto com o narrador a respeito do assassino. Quem poderia ser? Quem teria motivos para matar a vítima? Ao longo da leitura podemos mudar de opinião a medida que os fatos nos vão sendo apresentados. Chegaremos a uma conclusão, mas Agatha Christie nos surpreende no final!

A leitura é bastante envolvente, detalhada e boa de acompanhar. Acredito que o segredo dos livros da Agatha seja o clima de suspense que ela deixa a cada ponto. Super indicado para todos os gostos! Além disso, em 1974 Assassinato no Expresso do Oriente deu origem a um filme, de mesmo nome. É um filme britânico realizado por Sidney Lumet. Veja abaixo um resuminho e algumas cenas do filme:

Para saber mais sobre Agatha Christie, veja esse post que escrevi!

Esse livro foi o abre-alas para o meu vício por livros policiais e quem sabe não pode ser o seu também?

Para comemorar os 3 anos de blog, estou sorteando um exemplar do livro Assassinato no Expresso do Oriente, da Saraiva de Bolso! Para saber como participar do sorteio, CLIQUE AQUI!

Os Contos de Beedle, O Bardo

1 fev

IMG_0152    Esse é pra quem é fã de Harry Potter! Sem mais. Pra quem leu os livros, gostou e admira muito a história de Harry, é uma leitura mais que obrigatória! Escrito por JK Rowling, os contos bruxos vêm acompanhados de comentários de Alvo Dumbledore que o enriquecem e abrem os olhos de quem lê para novos horizontes, no mesmo conto. Ou seja, você enxerga com outros olhos aquilo que foi lido. Mas o que importa, de fato, é o valor que cada conto passa a cada leitor. Independente de gostar de Harry Potter, recomendo a leitura, pois vale muito a pena: os contos são lindos, criativos e passam valores de vida incríveis.

Aqui no nosso “mundo dos trouxas” nos impressionamos muito com contos que têm alguma magia por trás de cada gesto heróico. E lendo os contos bruxos nesse livro percebi que os que mais gostei, nada de magia precisavam para exaltar seus valores. Muito pelo contrário! E, ainda assim, foram brilhantes! No conto A Fonte da Sorte, o meu preferido diga-se de passagem, de nada adiantou varinhas, feitiços e poções. Está tudo dentro de cada ser humano, de cada coração que bate no mundo. É o que mais importa.

    O Conto dos Três Irmãos, que é o que aparece no livro Harry Potter e as Relíquias da Morte, tem uma sabedoria fantástica e mostra como nós seres humanos temos um pendor para escolher o que nos faz mal, palavras essas de Alvo Dumbledore em seus sábios comentários.

Destaquei dois contos, pois foram os que mais me marcaram. Os outros são maravilhosos e não penso duas vezes em indicar também! Os Contos de Beedle, O Bardo é um livro fininho, que pode ser lido até em meia hora e quantas vezes quiser. Não enjoa! E é sempre bom ler e perceber o livro com outros olhos, a mente mais fresca, mais madura.

Vale destacar que o livro foi publicado em 2008 e todo o dinheiro arrecadado com as vendas tiveram um destino tão nobre quanto os valores passados pelos contos de Beedle: foram destinados à Children’s High Level Group, uma instituição co-fundada pela JK Rowling destinada ao auxílio de crianças. Autora brilhante, livro leve e boa leitura garantida. Mais que recomendado!